Zé Ricardo reclama do número de estrangeiros no Brasil
Desde o desempenho ruim do Brasil na Copa do Mundo de 2026, muita gente vem tentando explicar o que vem acontecendo com o futebol brasileiro. Para Zé Ricardo, ex-Flamengo e Vasco, um dos problemas é o alto número de estrangeiros no Campeonato Brasileiro. Na visão do treinador, a formação de atletas vem sendo prejudicada após o aumento do número de “gringos” no país.
“É crítico quando passou o regulamento de cinco para sete estrangeiros que podem jogar. Para mim, é um completo absurdo para a nossa base e para as futuras gerações. Quem vai sofrer é a própria Seleção Brasileira. Tem que dar estímulos e espaço para completar a formação do jogador. Agora, com você inundando o nosso calendário de estrangeiros, aí fica difícil”, iniciou.
“E não é só isso. Hoje, a gente tem equipes com 13, 14 jogadores estrangeiros no elenco. Só podem jogar nove. Ou seja, até espaço nos treinamentos está sendo tirado. É muito fácil. Agora, não dá para a gente ter 14, 15 jogadores estrangeiros. Não é possível que você não tenha, na base, um jogador que projete melhor do que muitos dos que a gente está trazendo”, acrescentou.
“O que está acontecendo? A gente traz esses jogadores, eles acabam as etapas de formação aqui no Brasil, em uma liga muito forte, voltam para suas seleções e, quando vão jogar contra a gente, são mais fortes do que a gente”, completou.
Grande aumento no número de gringos no futebol brasileiro
Em 2013, os clubes podiam relacionar apenas três estrangeiros por partida. Treze anos depois, esse número triplicou: agora, são nove. Por isso, as equipes têm muito mais jogadores nascidos fora do país do que antes.
Para muitos, esse movimento atrapalha a formação de novos jogadores no futebol brasileiro. O entendimento é que os clubes, em vez de preparar e dar oportunidades aos atletas da base, acabam contratando jogadores que consideram mais preparados.
Opinião: faz muito sentido a declaração de Zé Ricardo
Quanto mais jogadores estrangeiros há em cada equipe, menos brasileiros terão espaço. Quem vem sendo prejudicado são os jogadores das categorias de base. Apesar de o Brasil seguir revelando grandes promessas, esse número é menor do que antigamente.




