Marquinhos levou para a seleção brasileira uma lembrança que o torcedor do Botafogo conhece muito bem. Antes do duelo contra o Japão pelas oitavas de final da Copa do Mundo, o capitão do Brasil citou a derrota do PSG para o Alvinegro no Mundial de Clubes como um exemplo de que o favoritismo não vence partidas sozinho.
A lição do Botafogo, que recentemente desistiu da intertemporada, segue viva entre os grandes clubes. O zagueiro relembrou que o tropeço do PSG serviu como alerta para todo o elenco brasileiro. Ao falar sobre a evolução do futebol, ele fez questão de mencionar o Alvinegro.
“Eu respeito muito nossos adversários, mas ainda mais respeito também o nosso trabalho. A nossa seleção, a nossa história, então a gente se prepara para um jogo como esse da melhor forma. O futebol vem se equilibrando, vem se nivelando cada vez mais. Nos últimos anos a gente viu isso, nas últimas edições de Copa do Mundo vimos muito time grande, muita seleção grande cair para times que talvez não estavam em primeira prateleira no passado. A última Copa do Mundo de Clube também vimos isso. Foi um exemplo muito bom para a gente ver quanto que o futebol evoluiu, que todas as seleções, todos os times, até mesmo um time de menor escalão, ele pode fazer frente a um grande time.”
Botafogo vira exemplo para Marquinhos
Na sequência, o defensor lembrou diretamente da derrota do PSG para o Botafogo e também da eliminação do Brasil para a Croácia em 2022. “Não desvalorizamos nenhum adversário, não desvalorizamos tudo aquilo que pode nos tirar do chão, nosso pé no chão. Na última Copa do Mundo a gente foi desclassificado para uma seleção da Croácia, talvez falassem que a gente era uma seleção muito melhor do que eles. No último Mundial de Clubes o meu time (PSG) perdeu para o Botafogo. Muitos falavam que a gente estava muito acima do Botafogo. Então o futebol você tem que mostrar dentro de campo.”
Marquinhos também explicou que usa a própria experiência para manter o grupo concentrado na fase eliminatória. “Jogo muito difícil, mas a gente já está pronto. Fizemos os nossos treinamentos, os nossos vídeos, a nossa estratégia do que tem que fazer. Anular bem esse time essa seleção japonesa, que é uma seleção muito qualificada. Chegou até aqui com méritos. A gente sabe que conta muito com a nossa força também, viemos numa crescente nesses últimos jogos. Começamos a competição, talvez, não da melhor maneira no primeiro jogo, mas depois no segundo já melhorando, no terceiro ainda mais. Então é trazer toda a experiência nessa competição. Agora é uma competição nova que vai começar. Fase de grupos é uma coisa, o importante é se classificar. O mata-mata é uma competição nova. Temos que dar um passo de cada vez, por experiência própria em outra Copa, a gente viu o quanto é importante estar focado em cada momento, em cada detalhe do jogo.”
O respeito conquistado pelo Alvnegro
O Botafogo transformou uma vitória em algo maior do que três pontos. Quando um dos principais jogadores do futebol mundial usa o clube como exemplo para evitar excesso de confiança em uma Copa do Mundo, fica claro que o Alvinegro conquistou respeito internacional. Prestígio se ganha em campo, e esse reconhecimento dificilmente será apagado tão cedo.




