A crise financeira nos bastidores do Botafogo ganhou um novo capítulo na manhã deste sábado (14). Uma reportagem do portal Bloomberg, especializado em finanças, informou que a Ares Management cobra uma dívida bilionária da Eagle Football Holding.
Ares cobra dívida da Eagle e pode forçar venda do Botafogo
Segundo a publicação, a cobrança é referente a um empréstimo feito a John Textor em 2022 para o empresário comprar o Lyon, da França, um dos clubes que integram o grupo Eagle ao lado do Botafogo.
Formalmente, a Ares exige o pagamento de 250 milhões de euros (o equivalente a R$ 1,5 bilhão na cotação atual). Em 2022, o fundo emprestou 425 milhões de euros (R$ 2,6 bilhões), dos quais 175 milhões de euros (R$ 1,1 bilhão) foram pagos com a venda do Crystal Palace.
A matéria da Bloomberg acrescenta que a Ares estuda ativar uma cláusula de pagamento no prazo de até duas semanas. O fundo de investimentos perdeu a confiança em John Textor, que recentemente pegou outro empréstimo para derrubar o transfer ban do Botafogo.
Além disso, a Ares pode forçar uma venda dos clubes da Eagle, no caso Botafogo, Lyon e RWDM Brussels, para recuperar o investimento. Outra alternativa para o fundo é assumir o controle do clube francês.
Opinião do Antenados no Futebol
A cobrança da Ares contra a Eagle expõe os riscos do modelo de multipropriedade. Quando uma operação desse porte envolve cifras bilionárias e prazos apertados, o impacto não fica restrito ao campo financeiro. Ele respinga diretamente na estabilidade esportiva e institucional dos clubes envolvidos, como Botafogo e Lyon. E isso aumenta a insegurança para torcedores, funcionários e investidores.
Se a Ares optar por forçar a venda de ativos ou até assumir o controle do Lyon, o efeito dominó pode redesenhar o futuro da holding de John Textor. No caso do Botafogo, que já enfrentou restrições como transfer ban recentemente, o cenário levanta dúvidas sobre a sustentabilidade do projeto a médio prazo.
