A possível saída de Danilo segue movimentando os bastidores do Botafogo. Contratado por 22 milhões de euros junto ao Nottingham Forest em julho de 2025, o volante é tratado como um dos principais ativos do clube para a próxima janela de transferências. O tema ganhou ainda mais repercussão após as declarações de John Textor sobre a postura adotada pelo jogador nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro.

Mesmo interessado em retornar ao futebol europeu, Danilo não fechou as portas para uma permanência no Brasil. Para facilitar uma eventual negociação, o volante optou por não completar o número de partidas que poderia dificultar uma transferência, enquanto Flamengo e Palmeiras aparecem entre os clubes que monitoram sua situação.

Textor critica postura do volante e faz alerta sobre contratos

Durante entrevista, Textor demonstrou forte insatisfação com a decisão do atleta e relembrou o contexto de sua contratação pelo Botafogo. “Ele (Danilo) precisa entender. Pagamos muito dinheiro por ele, assinamos com ele quando ninguém mais assinaria, o apresentamos para o filho do técnico da Seleção (Davide Ancelotti, ex-técnico do Botafogo e auxiliar de Ancelotti na Seleção) e agora ele está na Seleção. Você não pode pedir para sair porque você quer jogar no Palmeiras ou em qualquer outro clube. Você tem que honrar suas obrigações e sua lealdade ao clube que arriscou tudo por você quando ninguém mais faria. Você não pode forçar sua saída”, disse.

O empresário foi além ao afirmar que, em sua visão, o clube deveria adotar uma postura mais rígida diante de situações semelhantes. “Se ele diz que quer ir para o Palmeiras, você o coloca no banco, não deixa ele jogar de novo, não importa o quanto os torcedores achem que ele é bom, até você chegar á negociação que você acha que é boa. Os atletas precisam que os donos possam fazer coisas malucas. A torcida pode criticar, mas o dono do precisa estar à frente da situação. Danilo precisa respeitar seu compromisso com o clube. Ele nunca deveria ter pedido para não jogar. Se eu estivesse no comando, isso não aconteceria”, completou.

Danilo jogador do Botafogo durante partida contra o Atletico-MG no estadio Arena MRV pelo campeonato Brasileiro A 2026. Foto: Fernando Moreno/AGIF

A avaliação interna é de que o jogador ainda possui grande potencial de valorização. Sem a disputa da Copa, o clube entendia que os valores de mercado poderiam chegar a 30 milhões de euros. Com o desempenho recente, a expectativa passou a girar entre 35 e 40 milhões de euros, reforçando a importância de uma negociação considerada vantajosa para o Botafogo.

Textor também adotou um tom duro ao comentar uma eventual saída abaixo das condições desejadas pelo clube. “Ele tem contrato. Eu não preciso negociá-lo. Eu posso enterrar com a carreira de um jogador antes de comprometer os interesses do meu clube. Eu queimaria o melhor atleta do mundo para salvar o meu clube. O que vai acontecer agora? Ele vai acabar no Palmeiras, se eles quiserem. Alguém vai aceitar 25 milhões de euros. Eu queimaria esse dinheiro para salvar o meu clube.”

Opinião: caso expõe um Botafogo dividido fora das quatro linhas

Mais do que a possível saída de Danilo, o episódio escancara conflitos internos que seguem repercutindo meses depois. Quando um ex-dirigente critica publicamente um dos principais jogadores do elenco e volta a bater de frente com decisões tomadas pelo próprio clube, a discussão deixa de ser esportiva.