O clássico entre São Paulo e Santos, disputado no Morumbis, foi marcado por intensidade, jogo físico e constantes intervenções da arbitragem. Desde o apito inicial, o Tricolor buscou controlar as ações com maior posse de bola, enquanto o Peixe apostou em transições rápidas. Por fim, a partida terminou em 2 x 0 para o Tricolor.
O primeiro tempo teve clima tenso, muitas faltas, cartões distribuídos e uma expulsão que alterou o panorama da partida antes do intervalo. Mesmo sem transformar o domínio em gols na etapa inicial, o São Paulo criou as melhores oportunidades.
Tapia foi o jogador mais acionado pelo lado esquerdo e levou perigo em ao menos duas finalizações, enquanto Bobadilla também apareceu bem chegando de trás. O Santos respondeu em lances pontuais, exigindo boa intervenção do goleiro Rafael, o que manteve o placar zerado até o fim do primeiro tempo.
No segundo tempo, a postura do Tricolor foi ainda mais agressiva. Logo nos primeiros minutos, após insistência pelo lado esquerdo, Tapia aproveitou sobra na área e abriu o placar. O gol deu mais tranquilidade ao São Paulo, que passou a circular melhor a bola e explorar os espaços deixados pelo adversário, especialmente após as mudanças promovidas por ambos os técnicos.
Aos 11 minutos, Luciano ampliou o marcador em um lance de eficiência ofensiva. O atacante recebeu lançamento de Marcos Antônio e finalizou com força para vencer Gabriel Brazão, consolidando o controle tricolor na partida. A partir daí, o jogo seguiu com tentativas do Santos de reagir, mas sem conseguir transformar posse em chances claras, enquanto o São Paulo administrava o resultado.
Comparativo sobre o desempenho do São Paulo no clássico contra o Palmeiras
Em relação ao último clássico, diante do Palmeiras, o São Paulo não conseguiu apresentar o alto nível de entrega física e teve diferenças claras na abordagem. Contra o rival alviverde, o time precisou se desdobrar defensivamente e acabou sendo superado. Já diante do Santos, o Tricolor conseguiu assumir o protagonismo, controlar a posse e ser mais consistente na construção ofensiva, mostrando evolução no equilíbrio entre intensidade e organização.
As escolhas de Crespo também refletiram esse cenário. As entradas de Lucas Moura, Calleri e Pablo Maia deram mais presença ofensiva e controle no meio-campo, enquanto as substituições finais indicaram preocupação em manter intensidade até os minutos decisivos. O São Paulo terminou a partida demonstrando superioridade técnica e física, especialmente após abrir vantagem no placar.
Opinião da Redação do Antenados no Futebol
A atuação do São Paulo reforça a leitura de que o time manteve o nível de intensidade apresentado na vitória sobre o Flamengo, quando “deu a vida” em campo, mas conseguiu ajustar sua proposta para um contexto diferente. Crespo encarou o clássico contra o Santos com postura firme, apostando em pressão constante e mudanças pontuais que surtiram efeito. O Tricolor respondeu bem em campo, mostrando capacidade de competir forte e, ao mesmo tempo, controlar o jogo quando teve a vantagem.
