O assunto no Bahia neste sábado (16) ainda é a pressão sobre Rogério Ceni. A situação piorou após a torcida organizada Bamor Nova Era divulgar um comunicado pedindo a saída do treinador após mais uma frustração na temporada.
O protesto veio depois da eliminação do Esquadrão na Copa do Brasil para o Remo. Além disso, o Bahia vive uma sequência de seis jogos sem vencer, cenário que aumentou a cobrança sobre o trabalho da comissão técnica.
No comunicado, a organizada afirmou que o “ciclo acabou” e criticou a postura do time em jogos decisivos. A Bamor também citou falta de reação, queda de rendimento e prejuízos para o planejamento da temporada.
Pressão aumenta sobre Rogério Ceni; veja a nota
“Exigimos imediatamente a saída de Rogério Ceni do comando técnico do Bahia. O ciclo acabou. O que vemos é um time perdido, sem personalidade, sem poder de reação e acumulando vexames, trazendo prejuízos irreparáveis para a temporada e jogando no lixo mais um ano de expectativa do torcedor”, iniciou a nota da Bamor.
“Nos momentos decisivos, o roteiro é sempre o mesmo: o time perde a linha, desaprende a jogar bola, entra em campo sem coragem e termina eliminado. Isso vem se repetindo ano após ano. Desde a chegada da atual comissão, venderam discurso e promessas de mudança de patamar, mas a realidade é que seguimos sem ganhar absolutamente NADA além do que já conquistamos antes da SAF. Deixamos claro: não nos contentamos com estadual ou regional para maquiar fracasso. Pelo tamanho do Bahia, isso é obrigação, não conquista histórica”, acrescentou.
“Que ninguém ache que apenas frequentar a primeira parte da tabela vai gerar aplauso ou satisfação. O nível de cobrança subiu junto com o investimento e com o patamar que tanto prometeram. Se não conseguem suportar a pressão, tenham hombridade para assumir o fracasso e pedir para sair. O torcedor cansou de aceitar desculpas esfarrapadas enquanto vê um elenco caro, acomodado e sem ambição”, disse o comunicado.
Opinião: Bahia precisa dar resposta antes da crise aumentar
A pressão sobre Rogério Ceni mostra que a paciência de parte da torcida chegou ao limite. O Bahia tem investimento e expectativa maiores do que em outros momentos, então a eliminação para o Remo pesa muito. A diretoria não precisa agir no calor do protesto, mas também não pode tratar a sequência negativa como algo normal. O clube precisa dar uma resposta rápida, seja com manutenção respaldada por desempenho ou com mudança de rota.
