De acordo com o jornalista Danilo Lavieri, do UOL Esporte, o Palmeiras recebeu alertas antes de fechar contrato de patrocínio com a Fictor, empresa que posteriormente entrou em Recuperação Judicial. Mesmo diante dos sinais de risco, o Clube optou por seguir com a negociação.

Os alertas vieram tanto internamente quanto do mercado, mas o Alviverde acabou fechando o contrato que lhe daria R$ 75 milhões em três anos, era considerado o segundo maior patrocínio do Clube.

Na época, o UOL questionou o Verdão, que respondeu: “O Palmeiras analisa, de forma criteriosa, todas as empresas interessadas em patrocinar o clube e toma todas as precauções para se proteger de eventuais descumprimentos de obrigações.”

Leila Pereira não deu ouvidos

Segundo a fonte, Leila Pereira, que vem sendo cobrada por reforços pela torcida, e seus pares receberam um alerta de que a Fictor poderia representar um problema pelo fato de ter um modelo de negócio questionável. Ainda assim, ela seguiu com a negociação e incluiu no contrato uma multa equivalente ao valor total caso a empresa descumprisse o acordo.

Dessa forma, o Clube poderá cobrar essa multa na Justiça, mas como a empresa está em Recuperação Judicial, dificilmente esse valor será pago integralmente, mesmo que seja, tende a ser em longo prazo.

Palmeiras foi alertado antes de fechar com a Fictor – Foto: Fabio Menotti/SEP.

Em meio as polêmicas, o Verdão se prepara para enfrentar o Vitória na próxima rodada do Brasileirão, onde poderá contar com o retorno de Lucas Evangelista. A bola rola nesta quarta-feira (4), às 21h30, na Arena Barueri.

Opinião do Antenados no Futebol

O acordo envolvendo Palmeiras e Fictor evidencia um erro por parte da diretoria palmeirense, uma decisão de risco. Mesmo com cláusulas de proteção contratual, alertas prévios deveriam ter pesado mais antes da assinatura do contrato.