O Palmeiras teve uma atuação dominante na vitória por 5 a 1 sobre o Vitória, nesta quarta-feira (4), no Brasileirão. Desde os primeiros minutos, o Verdão impôs intensidade, ocupação ofensiva constante e aproveitamento elevado nas bolas paradas. O time abriu vantagem cedo e construiu o placar com naturalidade, chegando ao intervalo com 3 a 0 no marcador, reflexo direto de um primeiro tempo de controle territorial e agressividade no ataque.
O primeiro gol saiu aos 23 minutos, em cobrança de escanteio de Andreas Pereira, com desvio de Murilo e toque final contra de Zé Marcos. Pouco depois, novamente pelo alto, Murilo escorou e Gustavo Gómez ampliou de cabeça, reforçando a força aérea palmeirense. O terceiro veio aos 48, em bela troca de passes: Andreas tocou para Piquerez, recebeu de volta e o lateral cruzou rasteiro para Mauricio marcar livre, fechando uma etapa inicial de amplo domínio.
Além dos três gols antes do intervalo, o Palmeiras acumulou oportunidades claras: finalização de Allan defendida por Gabriel, cabeçada de Gómez que passou muito perto e uma bola salva em cima da linha após tentativa de Flaco López. Em números ofensivos, o Verdão registrou ao menos 12 finalizações na partida, sendo várias no alvo, além de diversos cruzamentos e quatro grandes chances claras. A produção foi intensa tanto em jogadas trabalhadas quanto em lances de bola parada.
Pressão do Palmeiras mantida e repertório variado
Mesmo com a vantagem construída, o Palmeiras manteve a postura agressiva na etapa final. Logo aos 19 minutos, Allan marcou o quarto gol após puxar da direita para o meio e finalizar com potência. Antes disso, Piquerez havia acertado o travessão em chute forte após assistência de Vitor Roque, mostrando que o time seguiu empilhando chances.
O quinto gol saiu aos 36 minutos, em chute de Sosa de fora da área, com desvio que encobriu o goleiro Gabriel. O lance simbolizou o volume ofensivo alviverde: além das jogadas aéreas e infiltrações, o Palmeiras também arriscou de média distância. Ao longo do jogo, o time acumulou escanteios frequentes, presença constante na área adversária e pressão pós-perda, mantendo o Vitória recuado por longos períodos.
Curiosamente, mesmo com a goleada, Flaco López, que recusou proposta do Spartak Moscou em dezembro, e Vitor Roque passaram em branco. Ambos participaram da construção e ajudaram na movimentação ofensiva, mas os gols ficaram concentrados em defensores, meias e pontas. O dado chama atenção: a equipe marcou cinco vezes sem depender diretamente de seus centroavantes, reforçando o caráter coletivo da atuação.
Defesa participa no ataque, mas ainda oscila atrás
Se ofensivamente a atuação foi sólida, defensivamente o Palmeiras apresentou momentos de instabilidade. O gol do Vitória saiu após boa tabela que deixou Dudu livre para finalizar. Houve ainda um lance em que Carlos Miguel saiu mal do gol e quase se complicou, além de uma bola salva em cima da linha por Khellven após desatenção.
A observação que fica é clara: a zaga do Palmeiras foi mais decisiva no ataque do que na própria defesa. Murilo e Gómez participaram diretamente de gols, enquanto o sistema defensivo mostrou pequenas falhas de posicionamento e saída de bola. Ainda assim, o volume ofensivo compensou qualquer oscilação atrás.
No balanço geral, o Palmeiras apresentou força nas bolas paradas, intensidade nas transições e amplitude pelos lados, construindo uma vitória convincente. A equipe mostrou repertório, variação de protagonistas e eficiência. Se ajustar os detalhes defensivos, pode transformar atuações como essa em um padrão competitivo ainda mais sólido ao longo da temporada.
