Internacional e a renovação automática de Bruno Henrique

A permanência de Bruno Henrique no Internacional foi confirmada de forma oficial nesta quarta-feira, dia 31, após a publicação da renovação contratual no BID da CBF. O registro encerra, inclusive, as movimentações administrativas do futebol gaúcho em 2025.

Apesar de a avaliação interna apontar para um possível encerramento do vínculo, o volante alcançou os objetivos previstos em contrato e acionou a cláusula de extensão automática, garantindo mais um ano no Beira-Rio. A decisão ocorreu independentemente do planejamento da diretoria, que não tinha como prioridade a manutenção do atleta no elenco para a próxima temporada.

Situação contratual e impacto no elenco

Com 36 anos, Bruno Henrique perdeu espaço como titular nos últimos campeonatos e passou a conviver com críticas da torcida. Além disso, segue entre os salários mais elevados do grupo, fator que pesa na análise do clube. Mesmo assim, o novo acordo assegura a permanência do jogador até o final de 2026.

O volante está previsto para se reapresentar no dia 3 de janeiro, quando o elenco inicia a pré-temporada sob o comando de Paulo Pezzolano, a menos que surja uma renegociação nos próximos dias.

Bruno Henrique jogador do Internacional durante partida contra o Criciuma no estadio Beira-Rio pelo campeonato Brasileiro A 2024. Foto: Maxi Franzoi/AGIF

Dentro de campo, os números mostram presença constante. Foram 49 partidas disputadas em 2025, com 32 atuações como titular, além de três gols e duas assistências. Fora das quatro linhas, Bruno Henrique manteve papel de liderança no vestiário, embora o desempenho técnico tenha dividido opiniões ao longo do ano.

Opinião da redação do Antenados no Futebol

A renovação automática evidencia uma falha de planejamento contratual do Internacional. Embora Bruno Henrique tenha cumprido as metas estipuladas, o clube já demonstrava sinais claros de que buscava uma reformulação no meio-campo.

Manter um jogador experiente, com custo elevado e rendimento questionado, limita a margem para reforços e dificulta ajustes no elenco. O episódio reforça a importância de contratos mais alinhados ao momento esportivo e financeiro do clube.