O Flamengo foi dominante e eficiente ao vencer o Atlético Mineiro por 4 a 0, neste domingo (26), em uma atuação que escancarou a identidade da equipe comandada por Leonardo Jardim. Mesmo com posse de bola equilibrada (50% para cada lado), o time carioca foi muito mais incisivo e transformou volume em gols, algo que tem sido marca dessa nova fase.
Os números ajudam a explicar o cenário: o Atlético finalizou mais (14 a 7), mas o Flamengo foi mais preciso, com 6 chutes no gol contra 4 do adversário. A diferença esteve justamente na qualidade das oportunidades criadas. Com 479 passes e 91% de precisão, o Rubro-Negro mostrou organização, enquanto o rival teve 484 passes e 93% de acerto, mas com menor agressividade real.
Desde os primeiros minutos, o Flamengo deixou claro seu plano: atacar com velocidade e objetividade. O gol de Pedro abriu o caminho, enquanto Plata ampliou com um chute de fora da área. Antes do intervalo, Arrascaeta fez o terceiro, consolidando um domínio que não era de posse, mas de profundidade e eficiência.
O estilo do Flamengo com Leonardo Jardim é melhor que o anterior?
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Verticalidade de Jardim e controle de riscos
A proposta de Leonardo Jardim, que encara uma maratona de jogos, prioriza um jogo mais direto e agressivo. Diferente da ideia associativa de Filipe Luís, que valorizava mais a posse, o atual modelo busca acelerar jogadas e atacar espaços. Isso ficou evidente na construção das jogadas, muitas vezes com poucos passes até a finalização.
Defensivamente, o Flamengo aceitou correr riscos, mas soube controlá-los. O Atlético até chegou com frequência, principalmente em bolas paradas e chutes de média distância, porém esbarrou em bloqueios e em finalizações pouco claras. O volume existiu, mas sem efetividade, um reflexo direto da estratégia rubro-negra.
No segundo tempo, mesmo com alterações e ritmo mais baixo, o Flamengo manteve sua essência. O quarto gol, novamente com Pedro, saiu após jogada construída dentro da área, mostrando presença ofensiva constante. Mesmo quando pressionado, o time respondeu com perigo, como na bola na trave de Evertton Araújo.
Opinião: um Flamengo mais letal
O modelo atual parece mais funcional. Ainda que o time corra mais riscos defensivos, a capacidade de criar chances claras compensa. O Flamengo chega mais, finaliza melhor e transforma oportunidades em gols — algo que, no futebol de alto nível, costuma ser decisivo.
Além disso, há crescimento individual evidente. Jogadores como Evertton Araújo, Samuel Lino, Pedro e Gonzalo Plata ganharam protagonismo dentro desse sistema. A equipe pode até não controlar o jogo pela posse, mas controla pelo impacto, e isso tem feito toda a diferença.
