O Atlético Mineiro segue em má fase nesta temporada e, neste domingo (26), perdeu para o Flamengo por 4 a 0 na Arena MRV, pelo Brasileirão Série A. Após o resultado negativo, a pressão sobre o técnico Eduardo Domínguez aumentou, gerando especulações de que o treinador poderia solicitar o desligamento do cargo.
Em entrevista coletiva realizada após o confronto, o comandante foi questionado sobre uma possível saída. Eduardo Domínguez descartou qualquer possibilidade de deixar o comando da equipe por iniciativa própria e reafirmou o desejo de continuar o trabalho no clube.
“Vão falar, inventar, porque não sabem o que acontecem no vestiário e no CT, como disseram que eu queria sair, sendo que estou com muita gana de reverter a atual situação. Não me passa pela cabeça. Estou convencido de que vamos conseguir reverter”, disse.
“O tempo segue passando, temos que nos levantar mais fortes, não temos que nos esconder. Vamos dar a cara pelo clube e pelos torcedores. Estou convencido que o trabalho, em longo tempo, vai nos dar retorno”, destacou o treinador.
Você concorda com a decisão de Eduardo Domínguez de não pedir demissão após o 4 a 0?
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Posicionamento da diretoria
As especulações sobre a saída ganharam força após informações divulgadas pelo jornalista Guilherme Frossard. Segundo o relato, o técnico argentino teria cogitado entregar o cargo, mas teria sido convencido pela diretoria a permanecer no Atlético Mineiro.
A versão, no entanto, foi rebatida pela cúpula atleticana. O dirigente Paulo Bracks negou a existência de qualquer pedido oficial de demissão ou a realização de reuniões com esse propósito. Com a declaração de Domínguez, o treinador reforça o compromisso com o projeto e solicita paciência ao torcedor.
Domínguez demonstra convicção apesar da pressão
A postura de Eduardo Domínguez ao desmentir publicamente o desejo de sair revela um treinador que, apesar dos resultados adversos, mantém a confiança em seu método de trabalho. Ao enfatizar a “gana” em reverter a situação e negar qualquer movimentação de bastidor para deixar o clube, o técnico tenta estancar a crise de confiança externa.
