O empate sem gols entre Santos e Coritiba, nesta quarta-feira (22), pela Copa do Brasil, deixou um gosto amargo para o time paulista. Atuando com maior posse de bola (56%) e volume ofensivo, o Peixe até tentou impor seu ritmo, mas esbarrou em problemas recorrentes de criação e tomada de decisão no último terço do campo.
Desde os minutos iniciais, a equipe comandada por Cuca buscou controlar o jogo com trocas de passes e investidas pelas laterais. No entanto, apesar dos 12 chutes ao longo da partida, apenas uma finalização realmente levou perigo consistente ao gol adversário. O cenário evidenciou um domínio territorial pouco efetivo.
A principal figura ofensiva, Neymar, foi bastante acionada, mas encontrou forte marcação e teve dificuldades para transformar participação em impacto decisivo. Ainda assim, criou boas oportunidades, como no lance aos 28 minutos do segundo tempo, quando cruzou na medida para Luan Peres, que desperdiçou de cabeça.
Falta de eficiência e ajustes tardios no Santos
O Santos até acumulou escanteios e pressionou em alguns momentos, mas pecou na efetividade. Foram sete cobranças de escanteio contra apenas três do adversário, além de maior número de passes trocados (437 contra 325), mas sem conseguir transformar esse volume em vantagem no placar. As finalizações bloqueadas e decisões precipitadas resumem bem o problema ofensivo da equipe.
Defensivamente, o time também deu sinais de instabilidade. O Coritiba, mesmo com menos posse, levou perigo em contra-ataques, incluindo uma bola na trave de Breno Lopes após transição rápida. Esse tipo de lance expôs dificuldades no balanço defensivo santista, principalmente quando os laterais avançavam simultaneamente.
Outro ponto que chamou atenção foi a estratégia de Cuca nas substituições. As mudanças aconteceram, mas sem impacto imediato. A entrada de peças como Zé Rafael e Moisés não conseguiu alterar o panorama ofensivo, e o time seguiu previsível. Além disso, houve questionamentos sobre a demora nas trocas e a manutenção de jogadores que não rendiam bem durante o jogo.
Opinião: pressão aumenta e torcida perde a paciência com Cuca
A reação da torcida nas redes sociais foi imediata e bastante crítica. Comentários apontaram que Cuca foi superado taticamente e que o time apresenta sinais de desorganização e queda de rendimento individual. Frases como “Fernando Seabra está dando baile com time limitado”, “Demitam o Cuca traga logo o Dorival. Q time ruim. Slk.” “Já pode começar o Fora Cuca?” e pedidos por mudança no comando técnico ganharam força durante e após a partida.
O principal ponto de insatisfação gira em torno da falta de resposta do treinador durante o jogo. A percepção é de que o Santos tem qualidade no elenco, mas não consegue traduzir isso em desempenho coletivo consistente. Se não houver ajustes rápidos, principalmente na dinâmica ofensiva e leitura de jogo, a pressão externa tende a aumentar ainda mais nos próximos compromissos.
