O clássico entre Corinthians e Palmeiras, decidido nos minutos finais, teve como pano de fundo não apenas a eficiência alviverde, mas também as mudanças promovidas por Dorival Júnior ao longo do segundo tempo. Com o Timão mais presente no campo ofensivo e maior controle da posse de bola, o treinador buscou alternativas para transformar volume em resultado, em um jogo que terminou sendo definido em detalhes.
Desde o intervalo, Dorival identificou que o Corinthians precisava acelerar a circulação da bola e ocupar melhor o último terço. A equipe já havia criado mais chances na primeira etapa, inclusive desperdiçando um pênalti, e manteve a proposta de pressionar alto e empurrar o Palmeiras para o próprio campo, mesmo assumindo riscos defensivos.
Ajustes no meio-campo do Corinthians
No segundo tempo, a entrada de Matheus Pereira no lugar de Garro foi a principal intervenção do treinador. A mudança buscou dar mais fôlego ao setor central e melhorar a chegada de surpresa à área, mantendo Breno Bidon como peça de condução e agressividade pelo lado direito. O Corinthians seguiu acumulando finalizações e escanteios, sinal de que o plano seguia funcionando em termos territoriais.
As alterações também mexeram na forma de marcar. O Timão passou a pressionar com mais homens no campo ofensivo, tentando forçar erros na saída palmeirense. Em alguns momentos, como na chance criada por Bidon e nas bolas alçadas por Bidu e Matheuzinho, o Corinthians esteve próximo de abrir o placar, mas faltou precisão no último toque.
Exposição defensiva e leitura do jogo
O custo da postura mais agressiva apareceu nos minutos finais. Com o time mais espaçado, o Corinthians ofereceu corredores para o contra-ataque do Palmeiras. A jogada do gol, aos 38 minutos, nasce justamente desse cenário: Maurício carrega pelo meio, finaliza, e Flaco López aproveita o rebote, castigando uma defesa momentaneamente desorganizada.
Após o gol, o ambiente ficou mais tenso, com confusão em campo e interrupções, o que dificultou qualquer tentativa de reação organizada. Mesmo com maior posse de bola e superioridade em finalizações, o Corinthians não conseguiu transformar o domínio em vantagem concreta no placar.
Opinião da redação do Antenados no Futebol
O duelo reforça como as mudanças de Dorival tiveram impacto claro no controle do jogo, mas também evidenciam o limite entre ousadia e exposição em partidas desse nível. O Corinthians criou, competiu e esteve no jogo até o fim, porém acabou punido pela eficiência adversária em um cenário aberto, típico de clássicos decididos nos detalhes.
