O empate do Palmeiras contra o Remo, em Belém, deixou um clima de forte insatisfação nos bastidores alviverdes. Após o apito final, Anderson Barros apareceu bastante incomodado com a atuação da arbitragem comandada por Rafael Klein, principalmente pelo lance envolvendo o gol invalidado de Bruno Fuchs nos acréscimos da partida.

Na avaliação do diretor de futebol palmeirense, o lance não deveria ter sido anulado. Durante a entrevista concedida depois do jogo, Barros utilizou o próprio celular para ler o trecho da regra relacionado ao toque acidental no braço em jogadas ofensivas e reforçou diversas vezes que, para ele, houve erro claro da equipe de arbitragem.

“Tocar acidentalmente na mão, ou no braço de um jogador de ataque. Em seguida, um companheiro de equipe finalizar e marcar o gol, o tento é legal e confirmado. O toque acidental, no início da jogada, não é infração quando sobra para outro jogador”, disse.

A arbitragem prejudicou o Palmeiras no empate contra o Remo?

A arbitragem prejudicou o Palmeiras no empate contra o Remo?

Sim, o gol foi mal anulado
Não, a decisão foi correta
O VAR deveria ter revisado melhor

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Anderson Barros cobra providências da CBF após polêmica

Ainda bastante irritado com o episódio, o dirigente afirmou que o Palmeiras vem participando constantemente de reuniões organizadas pela CBF e pela Comissão de Arbitragem para discutir critérios e interpretações utilizadas nas competições nacionais. Segundo Anderson Barros, o clube sempre buscou manter uma postura institucional diante das decisões tomadas.

“O Palmeiras é um dos clubes que participou e tem participado de todas as reuniões. Temos feito nossas abordagens, colocações, cobrado, discutido, tudo conforme definimos como a CBF e a comissão de arbitragem. O Palmeiras não tem vindo falar sobre, temos assumido as nossas responsabilidades”, explicou.

O arbitro Rafael Rodrigo Klein durante partida entre Flamengo e Vasco no estadio Maracana pelo campeonato Brasileiro A 2025. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Na sequência, o diretor aumentou o tom das críticas e afirmou que o lance ocorrido em Belém não pode passar sem uma resposta firme por parte da entidade máxima do futebol brasileiro. O dirigente ainda mencionou diretamente o coordenador geral da Comissão de Arbitragem, Rodrigo Cintra, ao pedir medidas mais severas diante do episódio.

“Porém, hoje, é inadmissível uma situação como essa. Precisamos de providências urgentes. Não adianta só nós aceitarmos as determinações, e erros como esses serem cometidos. A regra é simples, se eles tivesse algum tipo de dúvida, que tomassem o tempo para tomar a decisão. Muito complicado isso, vamos continuar, mas não vamos deixar passar quando uma situação dessa acontecer “, finalizou.

Opinião: Palmeiras transforma irritação em discurso de pressão

O posicionamento de Anderson Barros deixa claro que o Palmeiras pretende aumentar a pressão pública sobre a arbitragem brasileira em um momento decisivo da temporada. O clube entende que os pontos deixados pelo caminho podem ter peso direto na disputa pelas primeiras posições e tenta reforçar o discurso de cobrança por maior uniformidade nas decisões do VAR.

A entrevista também mostrou que a diretoria ainda carrega forte incômodo pela punição aplicada recentemente a Abel Ferreira. Ao citar o tema novamente, Anderson Barros sinaliza que o Palmeiras não pretende tratar os episódios de arbitragem como casos isolados, mas sim como parte de um debate maior sobre critérios e condução do futebol brasileiro.