O Palmeiras teve um primeiro tempo muito forte ofensivamente graças à estratégia de Abel Ferreira de acelerar as transições e atacar os espaços pelos lados do campo. A movimentação constante de Flaco López confundiu a marcação do Junior Barranquilla, principalmente quando o argentino saía da referência central para cair pela esquerda e criar superioridade com Arias e Arthur.
Além disso, Abel pediu mais verticalidade e aproximação dos volantes durante a pausa para hidratação, buscando justamente quebrar as linhas colombianas com passes rápidos e infiltrações. O resultado apareceu no domínio ofensivo: pressão alta eficiente, intensidade após a perda da bola e criação constante de chances, com Flaco participando diretamente dos três gols.
Por outro lado, o Palmeiras mostrou fragilidade defensiva em alguns momentos, especialmente pelo lado direito da marcação. Mesmo controlando a posse e o volume ofensivo, o time deu espaços nas costas da defesa e sofreu com transições rápidas do Junior Barranquilla. O gol de Muriel nasceu justamente em uma jogada de velocidade pela ponta, explorando a liberdade dada a Jermein Peña para avançar.
Goleada com autoridade
Aliás, o Verdão permitiu algumas chegadas perigosas ainda no início da partida, mostrando certa desorganização quando perdia a bola no campo ofensivo. Apesar disso, a eficiência ofensiva e a resposta rápida após o empate impediram que o adversário ganhasse confiança no jogo.
No segundo tempo, Abel conseguiu controlar ainda mais o jogo ao ajustar o posicionamento do mei e aproveitar o desgaste físico do time colombiano. O Palmeiras voltou pressionando, recuperando bolas rapidamente e ocupando melhor os espaços entre as linhas adversárias. O gol de Andreas Pereira logo no início simbolizou isso: troca rápida de passes, liberdade para finalizar de média distância e superioridade técnica no setor central. Além disso, as entradas de Maurício, Evangelista e Paulinho mantiveram a intensidade da equipe, mostrando um Palmeiras com repertório físico e tático.
Mesmo com a ampla vantagem, o Palmeiras voltou a apresentar alguns problemas defensivos em transições rápidas. O Junior encontrou espaços principalmente nas costas dos laterais e criou chances perigosas com Castrillón, incluindo uma bola na trave e finalizações dentro da área. Giay e Murilo apareceram em cortes importantes, evitando que o adversário diminuísse o prejuízo. Ainda assim, o Verdão administrou o resultado com maturidade, valorizando a posse de bola e reduzindo o ritmo quando necessário.
Situação do Verdão na Libertadores
O Palmeiras encerrou a fase de grupos na segunda colocação, com 11 pontos, dois atrás do líder Cerro Porteño. Com isso, a equipe comandada por Abel Ferreira ficará no pote 2 do sorteio das oitavas de final e poderá enfrentar adversários mais fortes já no mata-mata, incluindo equipes como Flamengo e Corinthians.
