Em entrevista coletiva após a conquista da Supercopa, Dorival Júnior comentou sobre o período em que esteve à frente da Seleção Brasileira, antes da chegada de Carlo Ancelotti, e fez uma análise pública sobre as críticas recebidas naquele momento. O treinador comandou a equipe nacional em 16 partidas, somando sete vitórias, sete empates e duas derrotas.
Ao abordar o tema, Dorival afirmou que não guarda ressentimentos, mas reconheceu que o ambiente foi desgastante. “Nunca existiu mágoa com a Seleção, em sentido nenhum. Críticas foram muito pesadas, pesadas demais. Em minha opinião, desconstruindo um trabalho de uma carreira toda. Engraçado é que os nossos resultados são próximos do professor Ancelotti. São números semelhantes”, disse, durante entrevista coletiva.
O técnico também destacou que acreditava na evolução do projeto que estava em curso. “Eu não tenho dúvidas de que faríamos um trabalho visando à Copa e chegaríamos com uma equipe em crescimento”, descreveu. A demissão ocorreu após a derrota por 4 x 1 para a Argentina, em confronto válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo.
Comparação de números e ambiente nos bastidores
Curiosamente, os números de Ancelotti à frente da equipe nacional apresentam aproveitamento semelhante. O treinador italiano acumula quatro vitórias, dois empates e duas derrotas em oito jogos. A comparação foi utilizada por Dorival para contextualizar sua passagem e reforçar que os resultados estavam dentro de uma média competitiva.
No encerramento da resposta, Dorival revelou que o cenário externo influenciou o clima nos bastidores. “Mas percebi uma impaciência generalizada e aconteceu uma situação desconfortável, até por ex-atletas e companheiros que tive contato claro, limpo e, da minha parte, o ambiente não era favorável, e mesmo assim estávamos ali, com segurança do que poderia acontecer”, encerrou.
As declarações foram dadas já no contexto de sua atual fase no Corinthians, clube pelo qual conquistou recentemente a Supercopa. O treinador segue à frente da equipe na sequência da temporada, buscando consolidar o trabalho no cenário nacional.
Opinião da redação do Antenados no Futebol
Os números apresentados por Dorival Júnior mostram que o desempenho estatístico não foi distante do cenário atual da Seleção Brasileira. A saída ocorreu em um momento de forte pressão externa, especialmente após a derrota para a Argentina. A análise do treinador reforça que avaliações de ciclos curtos costumam ser influenciadas pelo contexto e pelo ambiente político e esportivo que envolve a Seleção.
