O clima seguiu quente após o empate entre Cruzeiro e Boca Juniors pela Libertadores, nesta terça-feira (19), no estádio Alberto José Armando, a tradicional La Bombonera. Depois do apito final, o volante Lucas Romero comentou os lances polêmicos que movimentaram a reta final da partida e respondeu diretamente às reclamações do time argentino.
A principal discussão ficou por conta de um possível toque de mão dentro da área nos acréscimos do segundo tempo. Jogadores do Boca pressionaram a arbitragem pedindo penalidade após a bola tocar no braço de Romero em uma disputa aérea. O árbitro, porém, não foi chamado ao monitor e encerrou a partida sem revisão.
Na saída de campo, o capitão do Cruzeiro demonstrou confiança ao analisar o lance e afirmou que não existia motivo para preocupação. Em entrevista após o jogo, o jogador explicou sua visão da jogada e também relembrou o gol anulado do Boca no fim da partida. “Tinha total tranquilidade, porque eu sabia que não ia ser pênalti, porque foi totalmente casual. E tinha a minha mão colada no corpo e, ao contrário, o segundo gol deles, eu na hora sai reclamando com o juiz. Você pode ver quando eles fazem o gol, a primeira coisa que eu faço é reclamar do juiz, que tinha batido na mão do Delgado, porque eu estou de frente na jogada e eu vi que foi o que acontece”.
O Cruzeiro foi prejudicado pela pressão do Boca Juniors sobre a arbitragem na reta final do jogo?
O Cruzeiro foi prejudicado pela pressão do Boca Juniors sobre a arbitragem na reta final do jogo?
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Lances polêmicos aumentaram tensão entre Cruzeiro e Boca
O confronto ganhou contornos dramáticos aos 44 minutos do segundo tempo, quando Miguel Merentiel aproveitou sobra na área e marcou o segundo gol do Boca Juniors. A arbitragem de campo inicialmente confirmou o lance, mas o VAR identificou toque no braço de Milton Delgado durante a jogada e recomendou revisão. Após análise no monitor, o gol acabou invalidado.
Pouco depois, já nos acréscimos, a equipe argentina voltou a reclamar de arbitragem. Em cruzamento na área do Cruzeiro, a bola desviou no braço de Romero antes do volante afastar o perigo. O árbitro Jesús Valenzuela mandou o jogo seguir e não recebeu recomendação para revisar a jogada no vídeo.
As declarações do lado argentino também aumentaram a repercussão do empate. Capitão do Boca Juniors, Leandro Paredes criticou a condução da arbitragem e reclamou da ausência de revisão no último lance do jogo.
“A última jogada foi a mais clara de todas. É estranho que nem sequer foi ver (no VAR). Não é a primeira vez que isso acontece. Na casa do Cruzeiro aconteceu a mesma coisa, quando expulsaram o Bareiro e não foi falta em nenhuma das duas jogadas.”
Opinião: postura de Romero fortaleceu o Cruzeiro em ambiente hostil
A atuação de Lucas Romero após o apito final mostrou um Cruzeiro mais preparado emocionalmente para suportar pressão em jogos grandes de Libertadores. Mesmo diante das reclamações intensas dos jogadores do Boca e da atmosfera pesada da Bombonera, o volante manteve firmeza no discurso e tentou transmitir controle ao restante da equipe.
Além da parte técnica, o comportamento do capitão acabou simbolizando a postura competitiva do Cruzeiro na competição continental. O time conseguiu suportar momentos de sufoco, encarou a pressão argentina e saiu de Buenos Aires ainda em situação importante na tabela do grupo, mantendo viva a possibilidade de classificação para a próxima fase.
