O Botafogo enfrentou um primeiro tempo de forte pressão do Nacional Potosí. O time da casa manteve o Alvinegro recuado durante boa parte da etapa, explorando finalizações de média distância e bolas paradas. Otormín foi o principal responsável pelas tentativas de fora da área, enquanto Baldomar acertou a trave em lance de escanteio. Além disso, a equipe brasileira encontrou dificuldades para trocar passes e ultrapassar o meio-campo nos minutos iniciais.

As finalizações de Barrera e Newton já indicavam essa melhora, mas a grande chance veio aos 44 minutos, quando Matheus Martins saiu cara a cara com o goleiro e desperdiçou a melhor oportunidade do jogo. Assim, apesar da pressão sofrida, o primeiro tempo terminou com um equilíbrio nas chances mais claras, deixando a sensação de que o Botafogo soube competir mesmo em um contexto adverso.

Potosi abriu o placar com menos de um minuto

Logo no início da etapa final, o Botafogo sofreu o impacto que mudou o cenário da partida. Com menos de um minuto, o Nacional Potosí abriu o placar em jogada aérea, explorando novamente um dos pontos fortes da equipe na altitude. A partir daí, o time boliviano manteve a pressão e chegou a ampliar em um lance posteriormente anulado por impedimento.

Além disso, o volume ofensivo seguiu alto, com finalizações perigosas de média distância e presença constante na área, enquanto o Botafogo encontrou dificuldades para manter a posse e controlar o ritmo diante do desgaste físico.

Ainda assim, o time brasileiro teve oportunidades claras para mudar a história do jogo. A principal delas aconteceu aos nove minutos, quando Montoro apareceu livre na segunda trave e acertou o poste, em um lance que poderia ter igualado o placar. O Botafogo também levou perigo em finalizações de Newton e em cobrança de falta de Alex Telles, exigindo boa defesa de Galindo.

Botafogo sofre pressão intensa no segundo tempo

No entanto, apesar das tentativas em transição e bolas paradas, a equipe passou a maior parte do segundo tempo se defendendo da pressão final do Nacional, que ainda criou chances nos minutos finais, consolidando um cenário de intensidade e desgaste até o apito final.

A derrota por 1 a 0 mantém a eliminatória aberta, mas aumenta a responsabilidade do Botafogo no jogo da volta. Como a diferença é mínima, uma vitória simples no Nilton Santos é suficiente para igualar o confronto, especialmente considerando que o Nacional Potosí tende a perder força sem o fator altitude.

No entanto, a vantagem do empate dá ao time boliviano a possibilidade de adotar uma postura mais defensiva e explorar contra-ataques, o que obriga o Botafogo a assumir o controle da partida e ser mais eficiente nas finalizações para evitar que o placar da ida seja determinante.