A seleção do Haiti mal apresentou sua nova camisa para a Copa do Mundo e já se viu no centro de uma discussão inesperada. O uniforme, criado pela Saeta, chamou atenção por trazer referências históricas ao país, mas acabou entrando no radar da Fifa antes mesmo da estreia no torneio.
Segundo a fornecedora, a entidade máxima do futebol solicitou alterações no design por entender que alguns elementos visuais poderiam ser interpretados como mensagens políticas. A empresa, por sua vez, garantiu que a proposta era apenas uma homenagem à história e ao povo haitiano. Veja os detalhes da camisa abaixo.
Entre história, teorias e polêmica
Um dos principais destaques da camisa é a ilustração da Batalha de Vertières, confronto decisivo para a independência do Haiti em 1803. Embora a Saeta não tenha confirmado qual detalhe precisará ser alterado, muitos acreditam que a referência histórica esteja entre os pontos analisados pela Fifa.
Nas redes sociais, a discussão ganhou um capítulo curioso. Diversos internautas apontaram uma suposta presença da bandeira da Polônia no uniforme. A teoria rapidamente viralizou e levantou debates sobre uma possível homenagem aos poloneses que participaram dos acontecimentos ligados à independência haitiana.
Acham que a interferência da FIFA tem ligação com o presidente Trump?
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A explicação, porém, é mais simples. A bandeira estampada na camisa é azul e vermelha e faz referência a versões históricas dos símbolos nacionais do Haiti, utilizadas após a independência e também presentes em antigas constituições do país.
Enquanto a polêmica segue rendendo comentários, o Haiti tenta manter o foco dentro das quatro linhas. Integrante do Grupo C, a seleção terá um desafio de peso pela frente e encara o Brasil na segunda rodada da fase de grupos, em um duelo que promete atrair os holofotes dentro e fora de campo.
