No último sábado (18), o Grêmio foi superado pelo Cruzeiro por 2 a 0 no Mineirão, em partida válida pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. Foi o quinto jogo do Imortal sem vitória na competição.
O técnico Luís Castro voltou a ser alvo de críticas, muito pela exposição da equipe tricolor na defesa. Enquanto surgem burburinhos sugerindo uma demissão do português, o atacante Carlos Vinícius, um dos líderes do elenco, desabafou em entrevista pós-jogo e criticou quem pede a saída do comandante.
Em entrevista à Record, Carlos Vinícius foi questionado sobre o trabalho de Luís Castro e fez questão de defender o técnico, ressaltando que ‘não abraça’ a cultura de demitir treinadores no futebol brasileiro.
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Carlos Vinícius desabafa e defende Luís Castro no Grêmio
“Apontar o Luís Castro e colocar na cruz seria uma falsidade da nossa parte. Temos que olhar para nós jogadores. Eu sei que a gente vive nessa cultura do Brasil, os resultados não acontecem, colocamos o treinador na cruz. Mas não é bem por aí. Não é bem por aí porque ano passado, quando as coisas não estavam bem, o Mano Menezes era o culpado. O Mano sai, vem o Luís Castro. As coisas não estão andando bem, criticam o Luís Castro”, iniciou Carlos Vinícius.
“Temos que apontar para nós mesmos, fazer uma análise do que somos e da camisa que representamos. Digo isso partindo de mim e de todos. É muito fácil vir aqui e apontar o Luís Castro como o culpado de tudo. Não é por aí, não é por aí porque desde que eu cheguei a gente vem de dois treinadores e é sempre o mesmo discurso“, acrescentou o atacante.
“E eu vou além. Se a gente ganha o jogo, o discurso seria pro lado de lá, que o treinador do lado de lá deveria sair. Eu não vou abraçar essa cultura, não aceito. Temos que olhar pra si próprio, temos que trabalhar como grupo. Dentro do nosso plantel temos que dar muito mais”, completou o camisa 95.
Opinião: responsabilidade coletiva além do técnico
Carlos Vinícius criticou a pressa em transformar o treinador em bode expiatório, algo comum no futebol brasileiro. No caso do Grêmio de Luís Castro, a instabilidade defensiva é evidente, mas reduzir tudo à figura do técnico ignora falhas individuais e coletivas. Trocar comando pode aliviar a pressão momentaneamente, mas sem autocrítica do elenco, o ciclo tende a se repetir.
