Um torcedor do Botafogo entrou com ação judicial contra a SAF alvinegra após um incêndio registrado antes da partida contra o Vasco da Gama, válida pela Copa do Brasil do ano passado. O caso ocorreu no Estádio Nilton Santos e agora está sob análise da Justiça.
Segundo o relato, papéis arremessados por torcedores nas arquibancadas pegaram fogo no momento da entrada do time em campo, criando uma situação de risco generalizado. O autor do processo afirma ter sido diretamente afetado pelo episódio. De acordo com o Ancelmo Gois, do O Globo, o torcedor pede indenização superior a R$ 50 mil por danos materiais e morais.
Ação mira responsabilidade da SAF de John Textor
A ação é direcionada à SAF do clube, administrada pelo empresário John Textor. O torcedor sustenta que houve falha na organização e na prevenção de incidentes, apontando ausência de medidas eficazes para impedir que materiais inflamáveis fossem utilizados dentro do estádio.
Embora o incêndio não tenha deixado feridos graves, o susto foi suficiente para gerar repercussão e questionamentos sobre os protocolos de segurança adotados em jogos de grande porte. O episódio, que poderia ter terminado em tragédia, tornou-se agora um problema jurídico para a gestão alvinegra.
Além do pedido financeiro, o processo reacende o debate sobre a responsabilidade civil das SAFs em eventos esportivos. Desde a implementação do novo modelo de gestão, a expectativa é de maior profissionalização, especialmente em áreas sensíveis como segurança e controle de público.
Botafogo lida com reflexos fora das quatro linhas
O caso surge em meio à pressão esportiva vivida pelo clube, que já enfrenta cobranças por resultados dentro de campo. Agora, o Botafogo precisa administrar também os impactos administrativos e jurídicos do episódio, que pode afetar sua imagem institucional.
Internamente, a tendência é que o clube reforce protocolos e revise procedimentos operacionais em dias de jogo, buscando evitar novos incidentes. A repercussão negativa pode influenciar não apenas futuras decisões judiciais, mas também a percepção da torcida sobre a capacidade de gestão da SAF.
O andamento do processo ainda não teve desfecho, mas o episódio serve de alerta para a importância de planejamento e fiscalização rigorosa em eventos com grande presença de público.
Opinião da Redação Antenados no Futebol
O processo contra o Botafogo vai além do valor financeiro envolvido: ele toca no cerne da responsabilidade das SAFs na era da profissionalização do futebol brasileiro. Não basta investir em elenco e estrutura técnica se a experiência do torcedor, e sua segurança, não estiver no centro do projeto. A gestão de John Textor precisará demonstrar que episódios como o do Nilton Santos são exceções, não sintomas de fragilidade operacional.




