Botafogo

SAF do Botafogo é colocada à venda em anúncio de jornal e expõe crise da holding

Administradora judicial britânica anuncia venda da SAF do Botafogo após crise envolvendo a Eagle Football e credores

Bandeira de córner no estádio Luso Brasileiro para partida entre Botafogo e Nova Iguaçu pelo campeonato Carioca 2023. Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
Bandeira de córner no estádio Luso Brasileiro para partida entre Botafogo e Nova Iguaçu pelo campeonato Carioca 2023. Foto: Jorge Rodrigues/AGIF

A SAF do Botafogo foi oficialmente colocada à venda em meio à crise financeira que envolve a Eagle Football Holdings, empresa ligada ao empresário John Textor. A decisão partiu da consultoria britânica Cork Gully, nomeada administradora judicial após acionamento de credores na Justiça inglesa. A informação inicialmente divulgada pelo portal O Globo.


A venda foi divulgada em um anúncio publicado no jornal Financial Times, que detalha a oferta dos principais ativos da holding. No comunicado, a Cork Gully afirma que busca interessados nas participações majoritárias, incluindo a SAF do Botafogo.


O texto destaca diretamente o clube brasileiro no portfólio: “a Cork Gully coloca à venda os principais ativos da Empresa, sendo as suas participações maioritárias em […] SAF Botafogo, um dos clubes de futebol mais históricos do Brasil”. O anúncio também inclui outros ativos do grupo.

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Crise da SAF do Botafogo revela risco no modelo de gestão

Atitude da Cork Gully amplia crise no Botafogo?

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O movimento é consequência direta da crise financeira da Eagle Football, que entrou em administração judicial após problemas com credores. A origem do conflito remonta a um empréstimo milionário obtido por John Textor junto à gestora Ares Management.


Com dificuldades no pagamento e divergências sobre gestão, os credores acionaram cláusulas contratuais e retiraram o controle do empresário. Textor chegou a classificar a ação como “predatória”, enquanto os credores apontaram má gestão e inadimplência.

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Botafogo vive incerteza com possível novo dono

RJ – RIO DE JANEIRO – 29/01/2026 – BRASILEIRO A 2026, BOTAFOGO X CRUZEIRO – John Textor dono da saf do Botafogo comemora gol com Andre Silva vice-presidente do Botafogo associativo durante partida contra o Cruzeiro no estadio Engenhao pelo campeonato Brasileiro A 2026. Foto: Jorge Rodrigues/AGIF

RJ – RIO DE JANEIRO – 29/01/2026 – BRASILEIRO A 2026, BOTAFOGO X CRUZEIRO – John Textor dono da saf do Botafogo comemora gol com Andre Silva vice-presidente do Botafogo associativo durante partida contra o Cruzeiro no estadio Engenhao pelo campeonato Brasileiro A 2026. Foto: Jorge Rodrigues/AGIF

Com a Cork Gully no comando, o objetivo agora é vender os ativos para quitar dívidas, o que inclui diretamente a SAF do Botafogo. Apesar disso, o clube segue operando normalmente no dia a dia, ainda que sob forte incerteza nos bastidores.


Internamente, há o entendimento de que a situação financeira da holding impacta o futuro do futebol alvinegro, principalmente pela possibilidade de entrada de um novo investidor. Ao mesmo tempo, há divergências sobre a permanência de Textor no projeto.

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A SAF ainda avalia que o maior problema está na relação com os credores, especialmente a Ares, apontada como responsável por limitar financeiramente o clube. Enquanto isso, o cenário segue indefinido, com o Botafogo no centro de uma disputa que agora ganha dimensão internacional.

Crise da Eagle Football expõe risco estrutural no Botafogo

A venda da SAF do Botafogo escancara um ponto crítico do modelo adotado: a dependência quase total de um único investidor. Quando a estrutura financeira da holding entra em colapso, o impacto no clube deixa de ser apenas administrativo e passa a ameaçar o planejamento esportivo. O caso expõe um alerta claro para o futebol brasileiro sobre os riscos de centralização extrema.


Mais do que uma simples troca de dono, o que está em jogo é a estabilidade de um projeto que vinha sendo reconstruído. A chegada de um novo investidor pode representar um recomeço, mas também abre espaço para ruptura de planejamento, mudança de filosofia e até retrocessos. Em um cenário assim, a pergunta que fica é inevitável: o Botafogo está preparado para mais uma mudança brusca de rumo?

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