O Flamengo vive um momento positivo na temporada, mas internamente o cenário aponta para uma disputa direta entre os volantes por espaço. Após a vitória por 4 a 1 sobre o Independiente Medellín, pela Libertadores, o técnico Leonardo Jardim deixou claro que não há titulares garantidos no setor, especialmente com o retorno de Erick Pulgar e Jorginho.
Mesmo com mudanças na escalação, o Flamengo apresentou bom desempenho, o que fortaleceu o discurso do treinador. Jardim evitou rotular titulares e reservas, mas indicou que a concorrência entre os volantes será definida exclusivamente pelo rendimento.
“Performance é sempre o que utilizo. Performance desportiva”, afirmou. Em seguida, ampliou: “Não posso dizer que quando o Erick voltar vai ser sempre ele que vai jogar ou o Jorginho ou o Paquetá. Futebol é dinâmico”.
O treinador ainda reforçou que o momento de cada jogador será decisivo: “Falei de momentos, falei do Carrascal, também existem ilusões. Importante é quem jogar tenha boa performance. Quem tiver a melhor performance vai jogar mais”.
Retorno de Pulgar e Jorginho esquenta briga entre volantes
Pulgar e Jorginho devem retornar a titularidade?
Pulgar e Jorginho devem retornar a titularidade?
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A disputa no setor ganha força com a recuperação dos dois jogadores. Erick Pulgar trata uma lesão no ombro direito, enquanto Jorginho se recupera de um problema muscular na panturrilha, ambos de olho no retorno nas próximas semanas.
Ainda assim, Jardim não garantiu espaço automático para nenhum deles, deixando claro que a briga pela titularidade entre os volantes será intensa. “Espero recuperar os jogadores, o Erick e o Jorginho. Temos sobrecarregados o Evertton e o Paquetá porque temos dois jogadores foram”, explicou.
Gestão do elenco amplia opções e variações no setor

RJ – RIO DE JANEIRO – 05/04/2026 – BRASILEIRO A 2026, FLAMENGO X SANTOS – Jorginho jogador do Flamengo durante partida contra o Santos no estadio Maracana pelo campeonato Brasileiro A 2026. Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
Com mais alternativas, o Flamengo ganha flexibilidade para montar o meio-campo, especialmente na função de proteção à defesa. A presença de diferentes perfis entre os volantes permite variações táticas de acordo com cada adversário.
“Com a volta poderemos, com o ganho de forma do Saúl, ter uma melhor gestão com um meio campo com dois ou três”, disse Jardim. Ele ainda relembrou uma formação recente: “Como no jogo do Cusco, entramos com o Evertton, Paquetá e De la Cruz”.
Com 100% de aproveitamento na Libertadores, o Flamengo se prepara para a sequência da temporada, mas com um cenário interno claro: a titularidade no meio defensivo será conquistada no desempenho, não no histórico.
Jardim adota estratégia arriscada, mas eleva competitividade no Flamengo

A decisão de Leonardo Jardim de transformar a posição de volante em um campo aberto de disputa é estratégica e arriscada ao mesmo tempo. Ao colocar Pulgar e Jorginho no mesmo nível de concorrência, o treinador eleva o nível competitivo do setor mais sensível da equipe. Porém, a função exige estabilidade e entrosamento, algo que pode ser prejudicado por mudanças constantes. Se encontrar equilíbrio, o Flamengo ganha força; se não, pode perder consistência em um ponto crucial do time. Afinal, até que ponto a rotatividade entre volantes ajuda mais do que atrapalha?




