O Fluminense efetivou a compra do atacante Yeferson Soteldo junto ao Santos em 2025 por aproximadamente R$ 30 milhões. Foi revelado que a Secasport, empresa que gerencia a carreira do jogador, acionou o Santos na Justiça alegando problemas na transferência do venezuelano ao Tricolor.
De acordo com apuração da ESPN, a Secasport alega que o Santos coagiu a empresa a abrir mão de valores a receber do clube, com o intuito de acelerar a liberação de Soteldo ao Fluminense. A atitude teria gerado prejuízo financeiro à firma.
Transferência de Soteldo ao Fluminense causa problema no Santos
A empresa que cuida da carreira de Soteldo também alega que uma dívida de R$ 515 mil reais já existia e que vinha sendo discutida na CNRD (Câmara Nacional de Resolução de Disputadas). A publicação da ESPN acrescenta que o Santos ainda tinha uma dívida avaliada em R$ 3,8 milhões
Diante desta situação, a Secasport se sentiu pressionada após o Santos dizer que só liberaria Soteldo ao Fluminense caso a empresa abrisse mão dos valores que tinha a receber do clube paulista.

Soteldo jogador do Fluminense durante partida contra o Bahia no estadio Maracana pelo campeonato Brasileiro A 2025. Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
“O Santos impôs uma condição irredutível para liberar o jogador: a empresa deveria outorgar quitação plena e renunciar à integralidade dos créditos discutidos na CRND, bem como os valores remanescentes do distrato (R$ 960 mil)”, alegou a Secasport, acusando o Santos de coação, visto que foi forçada a aceitar o negócio.
A empresa alega que o Santos agiu ‘de má fé’ ao se beneficiar da renúncia forçada da Secasport em relação aos valores. Por fim, o clube paulista também foi acusado de não repassar 5% do valor da transferência de Soteldo ao Fluminense, descumprindo um acordo.
Opinião do Antenados no Futebol
Para o Fluminense, o caso soa mais como um ruído extracampo. A chegada de Soteldo, agora aparece ligada a um conflito jurídico entre Santos e Secasport, do qual o Tricolor não é o foco central. Mesmo assim, a situação causa incômodo e reforça como questões jurídicas precisam de mais atenção, visto que os clubes podem acabar sendo os principais prejudicados.

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