O Fluminense perdeu para o Flamengo no último domingo (12) por 2 a 1 no Maracanã, em Fla-Flu que valeu pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Savarino anotou o único gol tricolor do clássico.
Inclusive, o venezuelano foi ‘pivô’ de uma das broncas da torcida do Flu com o técnico Luis Zubeldía. A escolha do treinador por Ganso ao invés de Savarino gerou questionamentos, visto que o camisa 10 teve atuação apagada no Fla-Flu, enquanto o camisa 11 entrou bem e até marcou.
A derrota para o Flamengo pôs fim a uma invencibilidade do Fluminense como mandante no Maracanã. O Tricolor não perdia há 21 partidas dentro de casa — antes do Fla-Flu, o último revés nessa condição havia sido em agosto de 2025, ainda sob o comando de Renato Gaúcho.
Zubeldía tem feito um bom trabalho no Fluminense?
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Análise: Zubeldía paga caro por insistências
Algumas escolhas de Zubeldía têm custado caro ao Time de Guerreiros. O argentino tem uma escalação titular muito bem definida e custa mudá-la. A insistência em jogadores questionados pela torcida, como Freytes, Renê e Otávio, por exemplo, é alvo de críticas.
A escolha por Ganso no Fla-Flu mostra que Zubeldía prioriza a hierarquia de vestiário sobre o próprio campo. Isso também vale para outros jogadores que são mantidos como titulares de maneira incontestável.

Luis Zubeldia tecnico do Fluminense durante partida contra o Flamengo no estadio Maracana pelo campeonato Brasileiro A 2026. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
A diretoria foi atrás de reforços na última janela, mas Zubeldía se mostra confortável com cerca de R$ 160 milhões em contratações no banco de reservas. Julian Millán, por exemplo, chegou como o melhor zagueiro do futebol uruguaio e, depois de mais de 50 dias de Fluminense, sequer estreou.

Imagem gerada por inteligência artificial – Gemini/ChatGPT
Opinião: ‘teimosia’ cobra preço alto no Fluminense
A derrota no clássico expôs um problema recorrente no Fluminense: a rigidez nas escolhas de Zubeldía. Isso porque o treinador transmite a sensação de que a hierarquia pesa mais que o desempenho. Em um cenário competitivo, esse tipo de decisão custa caro e a conta, inevitavelmente, chega dentro de campo.




