Flamengo e Corinthians decidiram a Supercopa do Brasil neste domingo (1), no Mané Garrincha, em um duelo marcado por intensidade, ajustes táticos e momentos de tensão. Diante de mais de 60 mil torcedores em Brasília, o Corinthians venceu por 1 a 0, com gol de Gabriel Paulista, e ficou com o título logo no início da temporada.

Gabriel Paulista jogador do Corinthians durante partida contra o Bahia no estadio Vila Belmiro pelo campeonato Brasileiro A 2026. Foto: Fabio Giannelli/AGIF
Domínio territorial do Flamengo
Desde os primeiros minutos, o Flamengo assumiu o controle territorial da partida, apostando na circulação de bola desde a defesa e na tentativa de empurrar o Corinthians para o próprio campo. A equipe carioca fechou boa parte do jogo com posse superior (55% a 45%), explorando os corredores com Alex Sandro e Gonzalo Plata, além da presença de Arrascaeta entrelinhas. Faltou, no entanto, agressividade para transformar volume em chances claras.
O Corinthians, por sua vez, mostrou um plano mais reativo e eficiente. Bem organizado defensivamente, o time paulista soube baixar as linhas, fechar o centro do campo e explorar os contra-ataques, especialmente com Memphis Depay e Breno Bidon. Mesmo com menos posse, apresentou maior objetividade quando avançava.
Eficiência do Corinthians decide
O gol que definiu o jogo saiu aos 28 minutos do primeiro tempo. Após jogada pelo lado direito, Matheuzinho cruzou, a defesa do Flamengo não conseguiu o corte, e Gabriel Paulista apareceu livre para finalizar de primeira, sem chances para Agustín Rossi. A partir daí, o Corinthians passou a administrar melhor o ritmo, alternando momentos de pressão e posse controlada.
Ainda na etapa inicial, o Flamengo tentou responder com chutes de média distância e bolas alçadas na área, mas esbarrou em um Hugo Souza seguro, além da boa proteção da dupla de zaga alvinegra. Nos números, o Rubro-Negro finalizou mais, porém com menor precisão.
Expulsão muda o cenário
O segundo tempo começou com um episódio decisivo. Após revisão do VAR, Jorge Carrascal foi expulso por atingir Breno Bidon, deixando o Flamengo com um jogador a menos. Mesmo assim, a equipe carioca manteve postura ofensiva, empurrou o Corinthians para trás e chegou a acertar o travessão com Pulgar, em lance de bola parada.
Com vantagem numérica e no placar, o Corinthians fez diversas substituições para reforçar o sistema defensivo e controlar o desgaste físico. O Flamengo também mexeu bastante, lançando Bruno Henrique, Everton e De La Cruz, mas encontrou dificuldades para quebrar a compactação adversária nos minutos finais.
Como foi o jogo da Supercopa do Brasil?
O duelo teve como marca principal o contraste de estilos. O Flamengo priorizou posse, construção paciente e amplitude, encerrando o jogo com até 57% de posse em alguns momentos e 89% de precisão nos passes. Já o Corinthians apostou em bloco médio-baixo, transições rápidas e alta eficiência defensiva, registrando 92% de acerto nos passes e melhor aproveitamento das oportunidades criadas.

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Mesmo pressionado em boa parte do confronto, o Corinthians foi mais pragmático, soube sofrer e contou com atuações decisivas do sistema defensivo e do goleiro. O Flamengo, apesar do controle do jogo, pagou caro pela falta de contundência e pela expulsão que comprometeu a reta final da decisão.




