Novo reforço, Rodrigo Castillo foi apresentado oficialmente no Fluminense nesta segunda-feira (16). Contratado para ser o novo “homem-gol” do Tricolor, o argentino precisou responder sobre o motivo de marcar poucos gols e mencionou o cenário do futebol argentino e de começar tarde na carreira.
“O futebol argentino tem menos jogos e as partidas costumam ser mais truncadas. Por isso, acredito que os atacantes acabam tendo menos gols ao longo da temporada, e isso faz com que, com o passar dos anos, a soma total de gols seja menor. Além disso, eu comecei mais tarde. Estreei profissionalmente aos 23 anos, então muitas coisas na minha carreira vieram um pouco depois do normal. Mas isso não quer dizer que eu não possa render aqui ou fazer gols”, disse ele.
“Estou tranquilo porque sinto que venho evoluindo com o passar dos anos. Acredito que estou preparado para esse desafio e que posso ir bem. Claro que é uma responsabilidade chegar a um clube como o Fluminense, ainda mais sabendo que o clube fez um investimento em mim. Mas eu tenho muita confiança no meu trabalho. Estou convencido de que vou me adaptar bem, que meus companheiros vão me ajudar e que os gols vão aparecer“, contou Castillo.
Começo incomum
Segundo o atacante, ele não fez sequer categorias de base e passou por vários clubes até começar a se firmar na carreira no Deportivo Madryn e no Gimnasia, antes de ser contratado pelo Lanús, o seu antigo clube.
“Não fiz categorias de base em um clube na Argentina. Cheguei com 18 anos ao River Plate. Depois de dois anos, jogando como reserva, fui para o Unión de Santa Fe, foi o ano da pandemia e também não pude jogar. Fui ao Gimnasia de la Plata, onde não consegui jogar. Fui ao Deportivo Madryn por empréstimo. Lá começo minha temporada no futebol profissional. Fiz 12 gols, depois voltei ao Gimnasia e fiz mais 12 gols“, revelou o atacante.

PA – BELEM – 12/03/2026 – BRASILEIRO A 2025, REMO X FLUMINENSE – Castillo jogador do Fluminense durante partida contra o Remo no estadio Mangueirao pelo campeonato Brasileiro A 2025. Foto: Fernando Torres/AGIF
“Depois de dois anos, o Lanús me comprou, já com 25, 26 anos. Nos últimos quatro, cinco anos, venho crescendo. São coisas que acontecem no futebol. Comigo, aconteceu de eu estrear com mais idade, tem jovens que despontam muito cedo. São experiências, etapas de cada um. Venho crescendo como jogador e cheguei aqui muito convencido que posso fazer coisas boas“, completou ele.

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Contratação mais cara da história do Fluminense
O centroavante foi a contratação mais cara da história do clube por 10 milhões de dólares (cerca de R$ 52 milhões), quantia que será paga até 2028. O argentino estreou contra o Remo e entrou contra o Athletico-PR.




