O Vasco da Gama iniciou sua caminhada na Copa Sul-Americana com um empate fora de casa diante do Barracas Central, na noite desta terça-feira (7), em Buenos Aires. Utilizando uma formação alternativa e sem a presença de Renato Gaúcho à beira do campo, a equipe buscou administrar o confronto com foco também no calendário nacional.
Com o treinador fora da área técnica, o comando foi dividido entre os auxiliares, com Bruno Lazaroni assumindo a entrevista coletiva após o apito final. O profissional destacou a frustração pelo resultado, ressaltando que o time teve condições de sair com a vitória.
“Eu acho que a gente terminou o jogo com a sensação que a gente poderia ter vencido a partida. Era um contexto um pouco diferente. A gente optou nesse momento por priorizar um pouquinho o Campeonato Brasileiro para essa rodada (da Sul-Americana), então eram jogadores que não estavam jogando com mais regularidade. Acho que a gente produziu, inclusive, para sair daqui com a vitória. Então a gente sai daqui com um gostinho e um pouco amargo que a gente podia ter saído com os três pontos”, comentou Bruno Lazaroni.
Vasco encontra dificuldades contra defesa fechada
Na análise do auxiliar, o principal obstáculo esteve na dificuldade de furar o sistema defensivo adversário. Segundo ele, faltou maior dinamismo na construção das jogadas para criar espaços e conseguir ter profundidade.
Ainda durante a coletiva, Lazaroni detalhou a estratégia inicial definida: “Renato planejou para esse jogo, de forma inicial, espelhar o Barracas, que jogava no 5-3-2. Por isso nós iniciamos com Matheus França e Nuno, que são dois jogadores que têm mais capacidade de flutuação. E aí no momento que o jogo estava um pouco mais aberto, mais propício para as características do Marino, foi feita a substituição que o Renato solicitou para a gente”, explicou.

Matheus Franca jogador do Vasco durante partida contra o Nova Iguacu no estadio Sao Januario pelo campeonato Carioca 2026. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
O empate foi um bom resultado?
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Por fim, o auxiliar saiu em defesa de atletas que vinham sendo alvo de críticas, reforçando a confiança no elenco e no trabalho desenvolvido internamente: “A gente não pode pensar num jogador dessa maneira. Todos os jogadores presentes no grupo têm capacidade. Às vezes tem um treinamento em que eles correspondem, de certa maneira. Matheus França Menino se dedica bastante, é um menino superprofissional, a quem foi dado a oportunidade. Assim, para aproveitar as oportunidades mais para frente”, disse o auxiliar técnico.
Opinião: escolha por time alternativo impactou desempenho
A decisão de preservar titulares e priorizar o Brasileirão teve influência direta no rendimento. O Vasco apresentou organização, mas faltou entrosamento e poder de decisão no setor ofensivo.
Apesar de pontuar como visitante, o resultado evidencia limitações diante de equipes bem postadas defensivamente. Para avançar na competição, será necessário aumentar a criatividade e a eficiência no ataque.




