Durante boa parte de 2024 e do início de 2025, Caio Alexandre, Everton Ribeiro e Jean Lucas formaram a base do meio-campo do Bahia. O trio acumulou minutos, protagonismo e foi peça central na construção da equipe de Rogério Ceni, mas a realidade mudou nos últimos meses.
A concorrência aumentou e o rendimento caiu. Nas partidas mais recentes, Rogério Ceni passou a distribuir oportunidades para Nico Acevedo, Erick e Rodrigo Nestor. A mudança não aconteceu por acaso. O treinador identificou queda física e técnica em jogadores que antes eram considerados praticamente intocáveis no elenco.
Quem mais precisa recuperar espaço no Bahia?
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Rogério Ceni aponta desgaste dos titulares
Entre os três, Caio Alexandre talvez seja o caso mais evidente. O volante ainda busca recuperar o melhor futebol após uma sequência de problemas físicos que comprometeram sua evolução. Ao comentar a situação, Ceni foi direto. “Infelizmente, o Caio, nos últimos seis meses, vem sempre com lesões. Uma lesão maior e depois uma pequena. Isso atrapalha muito na evolução física. O Caio precisa trabalhar a parte física. A lesão da mão não vai interferir na preparação dele na intertemporada. Com a bola no pé, ele é diferente de tudo para distribuir jogo. Mas ele vai ter evoluir na parte física para ser o Caio que todo mundo conhece. Isso não é segredo”.

Caio Alexandre e Jean Lucas, jogadores do Bahia comemoram o triunfo tricolor ao final da partida contra o Atletico Nacional no estadio Fonte Nova pelo campeonato Copa Libertadores 2025. Foto: Walmir Cirne/AGIF
Everton Ribeiro e Jean Lucas também perderam espaço.Sobre o camisa 10, Rogério destacou o desgaste acumulado ao longo da temporada. “O Everton, fisicamente, está um pouco desgastado. Pode ser que essas três semanas façam bem. O Everton, para achar passes, desbloquear jogo, é fantástico. Mas é uma luta porque eu também travei a batalha quando cheguei aos 37 anos.
“Ele vai ter que batalhar com relação a isso”. Já Jean Lucas, segundo o treinador, sentiu o peso da sequência de jogos. “O Jean Lucas, fisicamente, caiu um pouco na última parte do ano em 2024 e 2025 porque jogou muito. Uma pressão muito grande. E essa parada vai ser importante”.
Pausa pode definir nova hierarquia no Bahia
Apesar da queda de rendimento, Rogério não esconde a confiança que ainda possui no trio. “E depende deles para continuarem sendo esses jogadores, com a importância. Eu reconheço que eles são fundamentais para mim. Tenho orgulho de trabalhar com eles, que são talentosíssimos. Mas vai depender deles nessas quatro semanas de pré-temporada para se colocarem novamente. Acho bom também a concorrência. O Erick ganhou minutos, o Nestor, o Nico. Essa concorrência vai fazer com que eles tenham que melhorar na parte física nessa intertemporada”.
As próximas semanas podem ser decisivas para o meio-campo do Bahia. O discurso de Ceni deixa claro que o prestígio continua existindo, mas não garante vaga para ninguém. Quem voltar melhor fisicamente vai jogar. Se os antigos donos da posição não reagirem, a equipe pode entrar na segunda metade da temporada com uma hierarquia completamente diferente daquela que parecia inabalável há poucos meses.




