Edilson Capetinha voltou a comentar o momento da Seleção Brasileira e fez duras críticas ao desempenho da equipe na Copa do Mundo de 2026. Pentacampeão em 2002, o ex-atacante participou do programa CNN Esportes S/A neste sábado (11) e afirmou que o atual elenco perdeu uma característica que, para ele, sempre marcou o futebol brasileiro: a personalidade.
Segundo Edilson, muitos jogadores aceitam qualquer orientação dos treinadores sem contestar, mesmo quando isso prejudica seu rendimento em campo. O ex-jogador relembrou a própria carreira e afirmou que nunca teve receio de defender suas características.
“Mas muitas vezes lutei, muitas vezes tentaram fazer isso comigo, mas o que vejo é que os jogadores de hoje não têm essa personalidade. De ir até um treinador e dizer: ‘Não consigo fazer isso’. Se você vai fazer isso comigo, é melhor colocar outro jogador.”
Ex-camisa 7 critica mudança no estilo brasileiro
Na avaliação do pentacampeão, a exigência para que atacantes priorizem a marcação alterou a essência do futebol brasileiro. Para ele, a busca por copiar modelos europeus afastou a Seleção de um estilo ofensivo que sempre foi sua principal marca.
Edilson também relacionou essa mudança a fatores sociais. Segundo o ex-atacante, a violência nas periferias e a falta de oportunidades para crianças e adolescentes acabam dificultando o surgimento de jogadores criativos e ofensivos.
“Acho que copiar europeus e estrangeiros transformou nosso futebol numa bagunça. Acho que os jovens de hoje, por causa da minha condição social e das condições do país, a criminalidade juvenil e o poder social estão um pouco desorganizados. Porque hoje, se você mora na periferia, não pode sair de casa para fazer nada, nem para ir treinar.”
Críticas também atingem Ancelotti e a Seleção
Durante a entrevista, Edilson ampliou as críticas ao futebol brasileiro. Além de questionar a postura dos jogadores, ele também reprovou o trabalho de Carlo Ancelotti, comentou a participação de Neymar na Copa do Mundo e revelou torcida por Lionel Messi.
Para o pentacampeão, o maior problema da Seleção vai além da parte técnica: falta competitividade, coragem e identidade. Sem recuperar essas características, trocar treinadores dificilmente será suficiente para recolocar o Brasil entre os grandes protagonistas do futebol mundial.




