O Grêmio passou a tratar a possível contratação de Guido Rodríguez como uma operação estratégica. O clube avalia que, mesmo diante de limitações financeiras, possui um diferencial relevante fora de campo capaz de sustentar a tentativa pelo volante argentino.
Nesse contexto, a direção gremista aposta em uma articulação direta nos bastidores, envolvendo um integrante da comissão técnica de Luís Castro com um dirigente de alto escalão do West Ham. Assim, o clube acredita que essa relação pode facilitar diálogos e abrir espaço para negociações mais profundas.
Portanto, ainda que o cenário seja considerado complexo, internamente existe convicção de que esse trunfo institucional mantém o Grêmio vivo na disputa, mesmo enfrentando concorrência e exigências elevadas do futebol europeu.
Obstáculos do Grêmio por Guido Rodríguez
Contudo, os obstáculos financeiros seguem como ponto sensível. Atualmente, Guido Rodríguez recebe cerca de R$ 540 mil por semana na Inglaterra, valor muito acima da média praticada no Brasil. Além disso, o West Ham exige compensação financeira para liberar o jogador, o que aumenta o grau de dificuldade do negócio.
Ainda assim, o Grêmio entende que pode competir com clubes como Ajax e Juventus, que monitoram a situação do argentino. A avaliação interna é de que essas equipes não oferecem salários tão elevados quanto os pagos atualmente pelo clube inglês, o que mantém a disputa aberta.
Dessa forma, o departamento de futebol definiu Guido Rodríguez como prioridade absoluta para a função de primeiro volante. Não há, neste momento, outros nomes sendo trabalhados no mercado, pois a comissão técnica entende que o perfil do argentino se encaixa perfeitamente no modelo de jogo planejado.

Guido Rodríguez atuando pelo West Ham. (Photo by Shaun Botterill/Getty Images)
Alternativas internas
Por outro lado, caso a negociação não avance, o Grêmio já considera soluções internas. Erick Noriega aparece como alternativa natural para a posição, mesmo atuando atualmente como zagueiro devido à lesão de Balbuena. O peruano segue registrado como meio-campista e é visto como opção viável.

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Por fim, a situação de Cuéllar reforça a cautela do clube. Embora exista expectativa de melhora em relação a 2025, há entendimento de que, aos 33 anos, o colombiano dificilmente retomará o nível físico de seus melhores momentos, o que fortalece a busca por um volante capaz de sustentar alto rendimento ao longo da temporada.




