O Botafogo voltou a ser alvo das decisões da FIFA. A entidade condenou o Alvinegro a pagar R$ 12 milhões, além de juros e multas, ao Betis. Isso é referente as metas não quitadas na transferência de Luiz Henrique.
Contudo, a nova determinação não permite atrasos: o clube terá 45 dias para finalizar o pagamento e evitar um novo Transfer Ban por três janelas consecutivas.
Portanto, segundo o advogado Marcelo Bee Sellares, a decisão envolve cerca de R$11,5 milhões, juros de 18% ao ano a partir de junho de 2025, multa de aproximadamente R$970 mil e custas de cerca de R$147 mil. Esses valores refletem o desempenho do jogador durante sua passagem pelo Botafogo, antes de se transferir para o Zenit, da Rússia.
Textor não comentou sobre a condenação do Botafogo
Além disso, o Betis havia solicitado €2 milhões referentes à meta de 60% das partidas disputadas e juros de 20%. Por outro lado, o Botafogo buscava reduzir as cifras e ajustar o percentual de correção.
Da mesma forma, a sanção ocorre pouco depois do clube carioca ter superado o imbróglio envolvendo parcelas atrasadas na contratação de Thiago Almada, renegociadas após a participação da GDA Luma e da Hutton Capital.
Até o momento, o proprietário John Textor optou por não comentar publicamente a nova condenação e o risco de outro bloqueio imposto pela FIFA.

Luiz Henrique atuando pelo Botafogo. Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
Opinião do Antenados do Futebol
Enfim, o caso expõe novamente a dificuldade do Botafogo em administrar compromissos financeiros. Embora o investimento recente tenha elevado o nível esportivo do clube, a instabilidade contratual e o acúmulo de litígios sugerem que a gestão precisa agir com mais rigor para evitar danos recorrentes ao elenco.

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