O impacto de Neymar dentro das quatro linhas ultrapassou os estádios e chegou até os cartórios brasileiros. Dados divulgados pelo IBGE no Censo 2022 apontam que mais de 5,5 mil pessoas receberam os nomes Neymar ou Neimar no país, evidenciando a influência do camisa 10 da Seleção Brasileira sobre milhares de famílias.
Além disso, o levantamento mostra que 2.443 brasileiros foram registrados com a grafia “Neymar”, enquanto outros 3.094 receberam a versão “Neimar”. O crescimento acompanha justamente o período em que o atacante se transformou em uma das figuras mais populares do futebol mundial, atuando por grandes clubes da Europa e acumulando protagonismo pela Seleção.
Portanto, a maior concentração de registros ocorreu entre 2010 e 2019. Somente nessa década, 1.468 pessoas foram batizadas como Neymar, número que representa cerca de 60% de todos os registros existentes no Brasil. A marca confirma que o auge da carreira do jogador coincidiu diretamente com a explosão da popularidade do nome.
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Década de 2010 concentrou maior número de registros
Antes da ascensão do astro, os números eram significativamente menores. Na década de 1950, apenas 23 pessoas receberam o nome. Posteriormente, os registros chegaram a 65 nos anos 1960 e alcançaram 356 ocorrências entre 1980 e 1989.
Entretanto, um dado curioso chama atenção. Apesar de Neymar ter nascido nos anos 1990, apenas 99 pessoas foram registradas com esse nome naquele período. A mudança de cenário aconteceu duas décadas depois, impulsionada pela projeção internacional do atacante.

Antes do gol em Brasil x Marrocos, Vini Jr recebeu orientações de Neymar. Foto: Alexander Hassenstein/Getty Images
Quando a análise considera os estados com mais pessoas chamadas Neymar, São Paulo aparece na liderança absoluta com 340 registros. Rio de Janeiro e Minas Gerais também figuram entre os locais com maior quantidade de ocorrências. No entanto, a classificação muda quando os dados são proporcionais à população. Nesse recorte, Roraima ocupa a primeira posição, seguido por Amazonas, Acre e Amapá.
Nome Neymar segue predominantemente masculino
Por fim, o levantamento mostra que o nome continua sendo quase exclusivamente masculino. Dos 2.443 brasileiros chamados Neymar, 2.393 são homens. Ainda assim, o estudo identificou 50 mulheres registradas com o mesmo nome, representando cerca de 2% do total de ocorrências encontradas pelo IBGE.
A trajetória repete fenômenos já observados anteriormente no futebol brasileiro. Assim como aconteceu com nomes inspirados em ídolos como Rivelino e Romário, a carreira de Neymar deixou marcas não apenas nos gramados, mas também na identidade de milhares de brasileiros.




