A rotina dos clubes brasileiros vai muito além dos treinamentos e dos jogos de fim de semana. Nos bastidores, dirigentes e departamentos jurídicos trabalham com uma série de regras internas. E, meu amigo… o futebol brasileiro tem multa para tudo: toma vermelho, multa. Some do treino, multa. Arruma confusão no CT, multa. E não é só bronca não, hein? Tem jogador que pode perder até 40% do salário dependendo da situação.
As situações ganharam repercussão depois de notícias sobre possíveis punições aos jogadores. No Santos, Neymar teria sido advertido após agredir Robinho Jr. durante atividade interna. No São Paulo, Arboleda virou assunto por ter desaparecido dos treinamentos durante cerca de um mês. Já no Flamengo, Carrascal acabou expulso na final da Supercopa e também entrou na pauta disciplinar do clube.
Segundo consultas em contratos e regulamentos internos de clubes brasileiros feito pelo ge, há uma série de cláusulas que vão desde atrasos em treinamentos até comportamentos extracampo. E olha essa: tem cláusula proibindo andar de skate, pilotar moto, jet ski e até saltar de paraquedas. Dependendo da gravidade do caso e das consequências físicas ao jogador, as multas podem alcançar quase metade do salário.
Concorda com as multas e punições dos clubes no futebol brasileiro
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Contratos preveem punições pesadas e até justa causa
Os contratos ainda estabelecem percentuais variados de punição. Há clubes que trabalham com multas entre 5% e 40% do salário bruto. Em um dos exemplos analisados, um atleta do Corinthians poderia receber até 20% de desconto salarial por atraso sem justificativa. Em caso de ausência completa nas atividades, o valor poderia dobrar.
Quando um atleta é expulso, por exemplo, a expulsão em si, nem sempre é o principal problema. O foco costuma estar na conduta do jogador. “Na verdade, não se pune a expulsão em si, mas sim a conduta do atleta”, ressaltou o advogado Fernando Lamar, que trabalhou por mais de 13 anos no jurídico do Vasco e fez questão de especificar que a punição vai muito além do cartão vermelho.

MG – BELO HORIZONTE – 14/09/2025 – BRASILEIRO A 2025, ATLETICO-MG X SANTOS – A bola do jogo com o simbolo da CBF vista antes da partida entre Atletico-MG e Santos no estadio Arena MRV pelo campeonato Brasileiro A 2025. Foto: Gilson Lobo/AGIF
Caso Bruno endureceu proteção no futebol brasileiro
Em alguns episódios, a punição pode ir de advertência verbal até afastamento e rescisão contratual por justa causa. O tema ganhou ainda mais força após o caso envolvendo o goleiro Bruno, condenado pelo assassinato de Eliza Samudio. O advogado André Galdeano, ex-jurídico do Flamengo, afirmou que o episódio mudou a forma como os clubes passaram a proteger contratos, patrocinadores e imagem institucional.
Clubes apertam controle fora de campo
Os contratos atuais também avançaram para temas ligados a apostas esportivas.. Um dos documentos analisados prevê punições severas para atletas envolvidos direta ou indiretamente com manipulação de resultados, configurado como “infração gravíssima”, seja contribuição direta ou indiretamente em tentativa bem-sucedida ou não. Aí o que acontece? suspensão imediata do contrato e até demissão.
E não para por aí não. Os clubes controlam também o que o jogador faz fora do campo. Tem contrato prevendo punição se o atleta aparecer bêbado em público, se envolver em confusão ou virar manchete negativa pro clube. Ou seja: o cara não pode vacilar nem na folga. O jurídico dos clubes está marcando mais em cima que zagueiro em final de campeonato.





