O São Paulo conquistou vitória sobre o Juventude pela Copa do Brasil, mas o resultado não foi suficiente para aliviar o clima no Morumbis. O técnico Roger Machado deixou o campo pressionado após ser alvo de vaias da torcida.
Durante e após a partida, o treinador ouviu manifestações negativas vindas das arquibancadas, refletindo a insatisfação de parte dos torcedores com o momento da equipe.
Na entrevista coletiva, Roger reconheceu o cenário e admitiu o peso da cobrança. “Importante diferenciar o ambiente interno das pressões externas. O ambiente interno é saudável,a gente preserva no nosso momento de trabalho. Lógico que o contexto externo, a pressão sobre o treinador acaba de certa forma impactando os atletas. Na Sul-Americana, além das orientações técnicas e táticas, passei para os jogadores ficarem mais calmos. Eles estavam ansiosos por conta do ambiente externo, das críticas direcionadas ao treinador. Mas são 33 anos nesse lugar. Já fui pressionado. Em alguns momentos a pressão passou, em outros não. Sigo forte, confiando no trabalho, acreditando na reversão desse cenário”.
Você acha justa a cobrança da torcida do São Paulo sobre Roger Machado?
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Pressão externa e impacto no São Paulo
O comandante ressaltou que, apesar do ambiente interno ser positivo, a pressão vinda de fora acaba refletindo diretamente no desempenho dos jogadores dentro de campo.
Segundo ele, a ansiedade demonstrada em jogos recentes tem ligação direta com o clima criado pelas críticas, o que exige ainda mais controle emocional do grupo.

Rogér Machado técnico do São Paulo durante partida contra o Juventude no estádio Morumbi pelo campeonato Copa Do Brasil 2026. Foto: Luan Ryder/RP FOTOPRESS/AGIF
Cobrança da torcida e busca por respostas
Roger também demonstrou incômodo com a intensidade das manifestações e revelou dificuldade em compreender a origem das críticas mais duras.“Gostaria de ouvir do torcedor. Por que essa manifestação com tanto peso. E ela não veio agora por conta dos resultados. Ela foi anterior à minha chegada e só aumentou nesses 40 dias que estou aqui. Poderíamos ter vencido por muito mais, criamos, ficamos decepcionados pelo placar mínimo. Hoje é um jogo que tenho sentimento de muita tristeza. Gostaria de compreender, tenho certeza que estou sendo julgado além dos resultados. O contexto do clube entra nessa conta, e aí fica pesado. Gera insegurança, falta de tranquilidade. Mas acredito em reversão. Como acredito na força do trabalho, penso que em algum momento isso vai passar”.
Mesmo sob pressão, o treinador reafirma confiança no trabalho e acredita que o desempenho da equipe pode evoluir, com a expectativa de que o ambiente se torne mais favorável nas próximas partidas.




