A CBF pretende adotar no futebol nacional as novas regras aprovadas pela International Football Association Board (IFAB) e utilizadas pela Fifa durante a Copa do Mundo. No entanto, antes de tomar uma decisão definitiva, a entidade convocará uma reunião com representantes dos clubes das Séries A e B.
O objetivo é discutir os impactos das mudanças e definir a viabilidade da implementação. O encontro está previsto para acontecer em agosto e foi comunicado aos clubes por meio de um ofício enviado nesta semana, de acordo com o ge.
Segundo a CBF, a intenção é apresentar estudos sobre as alterações e compartilhar a experiência observada durante o Mundial. Assim, a entidade quer debater o cronograma e os procedimentos para uma eventual adoção das novas regras no Campeonato Brasileiro.
CBF já prepara arbitragem
Enquanto aguarda a definição junto aos clubes, a CBF já iniciou a preparação do quadro nacional de arbitragem. Durante um período de treinamentos realizado em Madri, entre os dias 5 e 10 de julho, os árbitros brasileiros receberam orientações sobre as alterações promovidas pela IFAB. Todos passaram por atualização dos protocolos que poderão ser utilizados nas competições nacionais.
A chamada “Lei Vini Jr.” também será discutida com os clubes. A medida prevê expulsão para jogadores que cubram a boca ao se comunicar com um adversário de forma provocativa, depreciativa ou inflamatória. A regra, no entanto, não será adotada pela Conmebol neste momento, apesar de a entidade sul-americana implementar as demais alterações a partir da retomada de suas competições.
Objetivo de reduzir a cera nos jogos
As mudanças propostas pela IFAB têm como principal objetivo diminuir as paralisações e tornar as partidas mais dinâmicas. Entre as novidades estão alterações nos procedimentos para cobranças de lateral e tiro de meta, substituições, atendimentos médicos e também na atuação do árbitro de vídeo (VAR).
As regras já foram utilizadas nos amistosos preparatórios e durante a Copa do Mundo, além de começarem a ser implementadas em diversas competições internacionais neste segundo semestre. Agora, caberá aos clubes brasileiros participar da discussão promovida pela CBF antes que a entidade decida se as mudanças passarão a fazer parte também do calendário do futebol nacional.




