No primeiro tempo, o Flamengo construiu um cenário ofensivo que indicava controle territorial e superioridade nas ações pelo lado do campo, especialmente com Everton Cebolinha. Atuando aberto pela esquerda, ele foi o principal desafogo da equipe, buscando o um contra um e forçando a linha defensiva do São Paulo a recuar.
Além disso, sua movimentação para dentro abriu corredor para a ultrapassagem do lateral, gerando situações de cruzamento e finalização de média distância. Mesmo sem o gol, ele participou diretamente das melhores sequências ofensivas, mostrando agressividade e confiança para atacar o espaço curto.
Ainda na etapa inicial, o time rubro-negro apresentou boa circulação de bola no terço final, porém pecou na eficiência. Cebolinha conseguiu se desvencilhar da marcação em mais de um lance, mas faltou precisão no último passe ou na conclusão das jogadas.
Flamengo não conseguiu aproveitar as chances
O Flamengo até acumulou finalizações e manteve a defesa paulista em alerta, contudo o volume não se converteu em vantagem no placar. Portanto, o desempenho ofensivo foi positivo em construção, mas incompleto em execução, cenário que impediu a equipe de transformar domínio em tranquilidade.
Já no segundo tempo, o Flamengo manteve a proposta agressiva e conseguiu, enfim, transformar articulação em gol, numa jogada que envolveu rapidez de raciocínio e boa ocupação de área. Embora o lance decisivo tenha saído pelo centro, a origem da pressão continuou passando pelos lados, setor onde Cebolinha seguiu como peça de desequilíbrio.
Ele atraiu marcação dobrada em diversos momentos, o que liberou espaços internos para infiltrações de meias e aproximações de Pedro. Dessa forma, o sistema ofensivo funcionou melhor coletivamente, com mais coordenação entre amplitude e presença na área.

SP – SAO PAULO – 28/01/2026 – BRASILEIRO A 2026, SAO PAULO X FLAMENGO – Arboleda jogador do Sao Paulo disputa lance com Bruno Henrique jogador do Flamengo durante partida no estadio Morumbi pelo campeonato Brasileiro A 2026. Foto: Marcello Zambrana/AGIF
Cebolinha baixou o ritmo
Entretanto, após abrir o placar, o Flamengo perdeu consistência ofensiva. Cebolinha já não recebia a bola em condições tão vantajosas, pois o São Paulo adiantou linhas e encurtou os espaços pelos lados. O ponta ainda tentou jogadas individuais, mas passou a forçar lances, reflexo da queda de organização da equipe como um todo.

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Assim, o time deixou de controlar o ritmo, passou a atacar de forma mais apressada e previsível e viu o adversário crescer. O resultado foi um segundo tempo em que o ataque começou eficiente, mas terminou desconectado, sem a mesma fluidez que havia sustentado o bom início da etapa.




