Decisivo na vitória do Vasco da Gama sobre o Olímpia, na última quinta-feira (30), em São Januário, Nuno Moreira comentou as mudanças promovidas por Renato Gaúcho e também abordou as dificuldades impostas pelo calendário do futebol brasileiro. O português saiu em defesa das alterações feitas pelo treinador e foi enfático ao afirmar que é “impossível” atuar em alto nível com partidas a cada três dias.

É impossível jogar de 3 em 3 dias. Acho que o Renato faz bem mudar algumas peças. Também acaba dando oportunidades para quem não vem jogando tanto e a gente acaba se sentindo importante no grupo“, disse o camisa 17 após o triunfo que colocou o Cruz-Maltino na liderança do grupo.

Autor de um dos gols na vitória por 3 a 0, Nuno Moreira busca retomar a boa fase com a camisa do Vasco, após ter sido peça fundamental na temporada passada. Em 22 partidas disputadas em 2026, o jogador já soma duas participações diretas em gols, com dois tentos marcados.

Nuno deve voltar a ser titular do Vasco?

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Nuno Moreira perdeu a titularidade com a chegada de Renato Gaúcho

Nuno Moreira vive um momento de baixa no Vasco e perdeu espaço desde a chegada de Renato Gaúcho. O português ficou no banco durante partidas completas desde que chegou ao clube, cenário que evidencia a queda de prestígio com a comissão técnica.

Após ser um dos principais nomes da equipe em 2025, com participações decisivas e bons números ofensivos, o camisa 17 não conseguiu repetir o mesmo rendimento nesta temporada. O próprio jogador já admitiu a má fase, enquanto a concorrência aumentou no setor ofensivo, dificultando ainda mais a retomada de espaço entre os titulares.

Nuno Moreira jogador do Vasco comemora seu gol com jogadores do seu time durante partida contra o Olimpia no estadio Sao Januario pelo campeonato Copa Sul-Americana 2026. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Opinião: Calendário do futebol brasileiro causa complicações para as equipes

Na visão da redação do Antenados, o calendário do futebol brasileiro segue sendo um dos principais obstáculos para o rendimento das equipes. Sequências de jogos a cada três dias comprometem recuperação física, aumentam risco de lesões e reduzem tempo de treino, dificultando evolução tática ao longo da temporada. Em um cenário assim, muitas vezes o elenco não vence apenas pela qualidade, mas pela resistência.

As declarações de Nuno Moreira refletem uma realidade vivida por clubes como o Vasco da Gama e tantos outros no país. O rodízio deixa de ser escolha e passa a ser necessidade. Enquanto não houver revisão mais inteligente do calendário, os treinadores seguirão administrando desgaste em vez de potencializar desempenho, e o espetáculo dentro de campo inevitavelmente perde qualidade.