A renovação do empréstimo de Robert Renan até o fim de 2026 deu ao Vasco um alívio importante nos bastidores. A permanência do zagueiro era uma das prioridades da diretoria, que agora ganha tempo para lidar com outra questão delicada: o futuro dos jogadores emprestados que podem exigir um investimento milionário para seguir em São Januário.

O clube mantém sob contrato de empréstimo, além de Robert Renan, os atletas Carlos Cuesta, Cuiabano e Johan Rojas. Todos possuem cláusulas de compra previamente definidas, e a direção pretende analisar cada caso ao longo dos próximos meses antes de tomar uma decisão definitiva sobre o elenco para a próxima temporada.

O desejo interno é manter a base construída nos últimos meses, mas as limitações financeiras seguem pesando nas contas. Os gastos realizados na primeira janela de transferências e a indefinição envolvendo a venda da SAF obrigam o departamento de futebol a agir com cautela antes de assumir novos compromissos financeiros.

O Vasco deve gastar R$ 157 milhões para manter os quatro emprestados?

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Vasco faz contas para manter os emprestados

Os números mostram o tamanho do desafio. Para adquirir em definitivo os quatro atletas, o Vasco precisaria desembolsar aproximadamente R$ 157 milhões. Robert Renan tem opção fixada em 8 milhões de euros (R$ 47,2 milhões), Carlos Cuesta custaria 5,75 milhões de euros (R$ 34 milhões), enquanto Cuiabano exigiria um investimento de 10 milhões de euros (R$ 59 milhões).

Já Johan Rojas possui valor estipulado em 3,5 milhões de dólares, quantia que gira em torno de R$ 17,7 milhões na cotação atual. Somados, os números transformam a permanência do quarteto em uma das decisões financeiras mais importantes do Vasco para os próximos meses.

RJ – RIO DE JANEIRO – 03/05/2026 – BRASILEIRO A 2026, FLAMENGO X VASCO – Cuesta jogador do Vasco durante partida contra o Flamengo no estadio Maracana pelo campeonato Brasileiro A 2026. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Enquanto alguns nomes podem seguir, outros já têm destino definido. É o caso de Matheus França, que retorna ao Crystal Palace após o período de férias. O meia não possuía opção de compra em contrato e o clube carioca optou por não abrir negociações para ampliar sua permanência.

Opinião: a conta vai chegar para a diretoria

O Vasco conseguiu acertar uma pendência importante no início do ano ao comprar Andrés Gómez em definitivo junto ao Rennes por pouco mais de 4,5 milhões de euros. O colombiano respondeu dentro de campo e hoje é um dos destaques da equipe. O problema é que repetir esse movimento quatro vezes exigirá um poder financeiro que o clube ainda não demonstrou possuir. A diretoria terá de escolher com precisão onde investir, porque tentar abraçar todas as opções pode se transformar em um problema financeiro difícil de administrar.