O Vasco da Gama venceu o São Paulo por 2 a 1, neste sábado (18), em São Januário, pelo Campeonato Brasileiro, em um duelo que escancarou a diferença de postura entre as equipes. Mesmo saindo na frente com Luciano, o Tricolor não sustentou o desempenho e acabou dominado ao longo da partida.
O gol são-paulino, ainda no primeiro tempo, deu a impressão de controle. No entanto, os números mostram outra realidade: o Vasco terminou com 64% de posse de bola, contra apenas 36% do São Paulo, além de 17 finalizações contra 9. A superioridade carioca foi construída gradualmente, com maior presença no campo ofensivo.
A equipe cruz-maltina não apenas teve mais a bola, como também foi mais agressiva. Foram 4 chutes no alvo, contra 3 do São Paulo, além de 6 escanteios, evidenciando a pressão constante. O volume se refletiu também na circulação: 422 passes do Vasco com 85% de precisão, contra 272 passes e 78% do Tricolor de Roger Machado.
O que mais pesou na derrota do São Paulo contra o Vasco?
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Virada amarga para o São Paulo de Roger Machado
O empate veio em um momento chave, após pênalti cometido por Calleri, convertido por José Rodríguez. A jogada simboliza bem a desorganização defensiva paulista, que já vinha sendo pressionada desde o primeiro tempo com bolas aéreas e infiltrações, principalmente com Andrés Gómez.
Defensivamente, o São Paulo apresentou muitos problemas. Além de cometer 19 faltas, o time sofreu com a falta de compactação entre os setores. A linha defensiva esteve frequentemente exposta, permitindo finalizações perigosas e segundas bolas ao Vasco.
No ataque, o desempenho também caiu com o passar do tempo. Após boas chances iniciais, o time perdeu presença ofensiva e passou a criar pouco. Calleri ficou isolado, e as substituições não conseguiram mudar o panorama, mantendo a equipe dependente de jogadas esporádicas.
A virada veio aos 43 minutos do segundo tempo, com Andrés Gómez, coroando a insistência vascaína. O lance final traduz o que foi o jogo: um time que pressionou até o fim contra outro que apenas reagiu.
Opinião: estratégia equivocada e sinais de alerta
O São Paulo adotou uma estratégia arriscada ao recuar após abrir o placar. Em vez de controlar o jogo com a bola, preferiu se defender, mas sem organização suficiente para isso. Os números deixam claro: menos posse, menos passes e menos presença ofensiva.
Mais do que a derrota, preocupa a forma como ela aconteceu. O time mostrou fragilidade defensiva, pouca criatividade e ausência de reação. Se quiser brigar na parte de cima da tabela, o São Paulo precisará corrigir rapidamente seu modelo de jogo, que hoje parece reativo demais e pouco eficiente em ambas as fases.
