O ambiente político e financeiro do Atlético-MG ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira. O técnico Jorge Sampaoli decidiu recorrer oficialmente à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) para cobrar valores pendentes referentes ao encerramento de seu contrato com o clube mineiro. A informação foi divulgada inicialmente pelo ge.

A cobrança envolve cerca de R$ 10 milhões, montante acordado entre as partes após a saída do treinador argentino no início deste ano. O entendimento previa o parcelamento da dívida em 15 pagamentos de aproximadamente R$ 666,6 mil, mas apenas uma parcela teria sido quitada desde então.

A movimentação jurídica aumentou a pressão nos bastidores do Galo, principalmente porque o acordo havia sido firmado logo após o rompimento do vínculo entre clube e comissão técnica. A passagem de Sampaoli por Belo Horizonte durou pouco mais de cinco meses, mesmo com um contrato inicialmente planejado para duas temporadas.

Quem tem mais razão no caso entre Atlético-MG e Jorge Sampaoli?

Quem tem mais razão no caso entre Atlético-MG e Jorge Sampaoli?

Atlético-MG
Jorge Sampaoli
Ambos erraram na negociação
O caso deveria ser resolvido sem ação na CNRD

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Entenda a cobrança de Jorge Sampaoli contra o Atlético-MG

Segundo a apuração do ge, os representantes do treinador optaram por acionar a CNRD após sucessivos atrasos nos pagamentos previstos no acordo rescisório. O órgão ligado à CBF é responsável por mediar disputas envolvendo clubes, atletas, treinadores e demais profissionais do futebol brasileiro.

Criada em 2016, a Câmara Nacional de Resolução de Disputas passou a atuar justamente para acelerar processos que antes dependiam exclusivamente da Justiça comum. O objetivo é oferecer decisões mais rápidas em temas esportivos e contratuais, reduzindo a burocracia envolvendo conflitos no futebol nacional.

Jorge Sampaoli tecnico do Atletico-MG durante partida contra o Betim no estadio Arena MRV pelo campeonato Mineiro 2026. Foto: Gilson Lobo/AGIF

A estrutura da entidade conta com membros especializados em direito desportivo, seguindo regulamentos alinhados às normas da FIFA e da própria CBF. Além dos clubes, treinadores, jogadores profissionais, intermediários e integrantes de comissões técnicas também podem recorrer ao órgão em casos de divergência financeira ou trabalhista.

Opinião: o caso aumenta desgaste político no Atlético-MG

A nova disputa judicial amplia um cenário que já gera desconforto interno no Atlético-MG. Quando acordos financeiros deixam de ser cumpridos rapidamente, o impacto vai além da parte econômica e acaba refletindo diretamente na imagem institucional do clube dentro do mercado da bola.

Além disso, situações como essa costumam gerar atenção entre empresários, treinadores e atletas que acompanham os bastidores do futebol brasileiro. Resolver pendências com rapidez pode evitar desgaste público e impedir que conflitos extracampo acabem interferindo no ambiente esportivo ao longo da temporada.