O momento do Bahia dentro da temporada acendeu um sinal de alerta nos bastidores da equipe. Sem vencer há seis partidas e vindo de eliminação para o Remo na Copa do Brasil, o técnico Rogério Ceni passou a intensificar as mudanças na formação titular em busca de uma reação rápida no Campeonato Brasileiro.
Na última quarta-feira, em duelo decisivo pela competição nacional, o treinador apresentou uma escalação inédita em relação aos jogos anteriores. Ausências por questões físicas e queda de rendimento abriram espaço para jogadores que estavam longe dos holofotes no elenco tricolor.
Entre os casos que mais chamaram atenção esteve o retorno do zagueiro Marcos Victor, que voltou a atuar após passar quatro meses sem entrar em campo pelo clube. Outro nome reaproveitado foi o de Iago Borduchi, utilizado improvisado pelo lado ofensivo esquerdo depois de longo período sem sequência na equipe principal.
Ceni vai conseguir dar a volta por cima no Bahia?
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Rogério Ceni amplia rotações e mexe em setores importantes
As mudanças promovidas por Rogério Ceni também atingiram diretamente o sistema ofensivo do Bahia. O setor de velocidade pelos lados virou alvo constante de alterações, com nomes como Kike Olivera, Erick Pulga, Sanabria, Ademir e o próprio Borduchi recebendo oportunidades distintas nos últimos compromissos da temporada.
Ao mesmo tempo em que alguns atletas ganharam espaço, outros perderam protagonismo dentro do elenco. O principal exemplo foi o zagueiro Ramos Mingo, um dos jogadores mais utilizados do time em 2026, mas que iniciou a partida contra o Remo no banco de reservas pela primeira vez no ano.
Outro atleta que vive momento de oscilação é Jean Lucas. Após começar a temporada em alta e acumular participações ofensivas importantes, o meio-campista atravessa uma sequência sem impacto direto nos jogos. Depois da eliminação, Rogério Ceni comentou a situação do jogador em entrevista divulgada pelo ge:
“Jean Lucas tentou, mas não vou desistir dele. Ele tomou cartão amarelo, estava pendurado. Ele tentou, se esforça. As coisas, talvez, não estejam acontecendo como ele sempre fez aqui. Ele é dedicado, um cara profissional, trabalhador. Vamos analisar para os próximos jogos. Ele tentou dar a colaboração, não fez realmente um grande jogo. Mas o Jean é um ativo do clube, jogador importante, assim como todos os outros“, disse Rogério Ceni após a última partida.
Opinião: Bahia precisa reencontrar identidade rapidamente
As mudanças feitas por Rogério Ceni mostram um treinador tentando evitar que a crise técnica se transforme em problema emocional dentro do elenco. O Bahia ainda possui jogadores de qualidade e repertório ofensivo, mas perdeu consistência coletiva justamente no momento em que o calendário ficou mais pesado.
O confronto diante do Grêmio, na Arena Fonte Nova, pode representar muito mais do que apenas três pontos. Uma vitória recoloca confiança no ambiente e diminui a pressão sobre o trabalho da comissão técnica, enquanto um novo tropeço tende a ampliar o debate sobre o desempenho do time nas últimas semanas.
