O anúncio da venda da SAF do Botafogo no jornal inglês Financial Times gerou repercussão e pegou muitos alvinegros de surpresa. A decisão foi tomada pela consultoria Cork Gully em meio à disputa societária que acontece no Glorioso envolvendo John Textor, Ares e Eagle Football Holding.

Textor, inclusive, comentou o anúncio e afirmou que foi apenas uma ‘exigência rotineira’. Quem também falou sobre o assunto foi João Paulo Magalhães Lins, presidente do Botafogo Social, em entrevista ao programa Prime Time, da CNN.

Lins classificou o anúncio como ‘extremamente desagradável’, mas minimizou a polêmica. O dirigente também afirmou manter contato frequente com John Textor e Ares, visando amenizar a guerra institucional travada nos bastidores do Botafogo.

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Presidente comenta anúncio de venda

“Temos acompanhado atentamente essa briga internacional entre os sócios da Eagle Holdings, a companhia que é acionista do Botafogo. Obviamente é extremamente desagradável você estar nos classificados da Inglaterra, ‘vendo aqui um carro e vendo aqui o Botafogo, o Lyon’”, iniciou João Paulo.

“É uma situação muito chata, mas é parte de um rito que o administrador judicial indicado pela Justiça inglesa tem que fazer para colocar os ativos ‘na rua’, para tentar ter ofertas sobre os ativos e tentar pagar os credores da melhor maneira”, disse.

Joao Paulo Magalhaes atual presidente e John Textor CEO do Botafogo durante partida contra o Vasco no estadio Engenhao pelo campeonato Copa Do Brasil 2025. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

“Temos mantido diálogo com todas as partes envolvidas, o dono da SAF do Botafogo, John Textor, com seus sócios, os administradores. Estamos falando para tentar entender, já que somos os minoritários e estamos nos deparando com toda essa situação nova, a melhor forma de se portar para a gente garantir a proteção do Botafogo, acima de tudo sempre”, completou.

Opinião: situação não condiz com o tamanho do Botafogo

A explicação de João Paulo Magalhães Lins faz sentido do ponto de vista jurídico, mas não diminui o desgaste institucional causado pela exposição pública do Botafogo, um dos clubes mais relevantes do futebol brasileiro, como mero ativo à venda. Ainda que Textor trate o episódio como padrão, o impacto na imagem do clube é inevitável, reforçando a instabilidade