O diretor de futebol do Flamengo, José Boto, abriu o jogo sobre os bastidores do caos vivido pelo clube no Estádio Atanasio Girardot, em Medellín, após o cancelamento da partida diante do Independiente Medellín pela Libertadores. Além disso, o dirigente português afirmou que a delegação rubro-negra se sentiu ameaçada durante toda a confusão.
Contudo, Boto deixou claro que o time carioca jamais se recusou a entrar em campo. Segundo ele, o principal problema era a falta total de segurança no estádio colombiano, principalmente após torcedores invadirem o acesso ao túnel dos vestiários do clube carioca.
“Nada tinham contra o Flamengo. Eles começaram a arremessar sinalizadores, havia também pedras de gelo, pedras e ferros, e aquilo entrou tudo. Não havia nenhuma condição de segurança. Não sabíamos o que havia lá dentro, se havia uma arma, uma faca ou qualquer outro objeto, e nos sentimos um pouco ameaçados, como é óbvio. Mas nunca foi nossa intenção, nunca dissemos a ninguém que não queríamos jogar. Queríamos jogar, mas com segurança”, afirmou José Boto.
O jogo entre Flamengo e Medellín deveria continuar?
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Presidente do Medellín queria continuidade do jogo
Além disso, o dirigente revelou uma conversa direta com o presidente do Independiente Medellín e também com representantes do governo local. Segundo Boto, existia uma pressão muito grande para que a partida fosse retomada ainda na mesma noite.
“O presidente do clube, que penso ser novo, queria evacuar o estádio e depois retomar o jogo. Disse a ele: ‘Mas quando as pessoas virem na televisão que o jogo está a acontecer, vai ser pior. Vão voltar ainda mais raivosas, mais revoltadas, e a situação vai piorar.’ Essa era a posição que ele defendia, juntamente com alguém do governo local, que queria, a todo custo, que o jogo se realizasse”, explicou o português.
Portanto, o diretor do Flamengo também confirmou que alguns torcedores conseguiram acessar áreas próximas ao túnel rubro-negro, gerando ainda mais preocupação entre jogadores e funcionários do clube carioca.
Boto detalha tensão
“Nunca houve hostilidade contra o Flamengo. Nós estávamos ali no meio. A única situação foi que alguns adeptos conseguiram entrar nos túneis e no acesso aos vestiários, o que não é agradável. Houve muita polícia e utilização de equipamentos de choque, como granadas de gás lacrimogêneo. Não foi uma situação agradável para os nossos jogadores nem para nós”, completou.
