John Textor e parte do Botafogo Social estão cogitando uma forma de ‘estancar o sangramento’ da SAF alvinegra. Segundo apuração do UOL Esporte, uma saída pode ser a recuperação judicial.

A ideia é incluir débitos do clube na FIFA para se livrar do novo transfer ban imposto ao time carioca, desta vez pelo não pagamento de valores correspondentes à contratação de Rwan Cruz, que já até deixou o BFR por empréstimo.

A reportagem dos colegas do UOL ressalta o plano de Textor para conseguir a recuperação judicial. O acionista majoritário da SAF tem autonomia para pedir uma liminar, mas a aprovação dependeria do associativo e poderia levar entre 30 a 60 dias.

Recuperação Judicial vai resolver a crise do Botafogo?

Recuperação Judicial vai resolver a crise do Botafogo?

Sim, pode ajudar
Não! Só uma solução paliativa
Difícil dizer

47 fãs já votaram

Entenda os detalhes dos bastidores do Botafogo

Nos bastidores, a medida é vista como a saída emergencial, mas ideal para os problemas financeiros e institucionais que o Botafogo atravessa. Até porque, pelas dívidas, o clube teme um desmanche no elenco.

Pela Lei Geral do Esporte, jogadores podem pedir rescisão unilateral em casos como esse, já que o clube deve salários e direitos de imagem. Entrar com o pedido de recuperação judicial pode evitar esse cenário desastroso em General Severiano.

John Textor dono da saf do Botafogo após a partida contra o Racing no estádio Engenhão pelo campeonato Recopa Sul-americana 2025. Foto: Jorge Rodrigues/AGIF

Inclusive, o Glorioso foi cobrado oficialmente pelos empresários de Danilo, que exigem o pagamento de R$ 6 milhões referentes a um acordo feito na transferência do atleta para o Alvinegro.

Opinião: recuperação judicial pode ser solução emergencial, não definitiva

Recorrer à recuperação judicial expõe um problema que vai além do fluxo de caixa. O Botafogo vive uma crise de gestão e planejamento. Embora a medida possa aliviar pressões imediatas, como o transfer ban e o risco de perda de atletas, ela funciona mais como um freio de emergência do que uma solução definitiva. Sem ajustes profundos na condução institucional, o clube apenas adia um problema, que já é dos mais graves.