John Textor foi afastado do comando da SAF do Botafogo em abril, mas tenta retomar o controle da gestão. Nesta quarta-feira (3), o empresário convocou uma coletiva de imprensa em um hotel no Rio de Janeiro.
Na entrevista, o norte-americano atacou o Botafogo Social e voltou a afirmar que ainda é dono da SAF. John Textor começou a declaração dizendo que detém 90% das ações e disse que, caso o associativo venda o clube, o comprador estaria adquirindo algo ‘inválido’.
“O fato é: eu sou o dono de 90% das ações. Vai ser altamente disputado entre mim e Eagle Bidco. Mas a Eagle não tem o direito de vender ações que eu sou dono. Se eles fizerem isso, o comprador tem que estar consciente de que está comprando algo inválido”, iniciou John Textor, como relatado pelo Globo Esporte.
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John Textor aponta ‘traição’ do Botafogo Social
“Eles não têm o direito de fazer isso. Fizeram um acordo com a GDA, eles me traíram, traíram o Durcesio, disseram a nós que outra coisa estava acontecendo. Eu acredito em tudo que estão falando e, agora, dizem que eles vão negociar para comprar as ações. Bem, vamos ver. Eles não são os donos, eu sou”, disse o empresário.
“O clube social tem que se responsabilizar pelo que está acontecendo. O clube social quer ego, poder, quer o clube deles de volta […] Nunca fiz uma oferta ao clube social porque não é direito deles decidir isso. Eles são, por lei, detentores de 10%. Eles têm um assento no conselho de administração e não deveriam estar administrando a empresa agora. Eles não têm o direito de fazer isso”, acrescentou.
No momento, a SAF é gerida por Eduardo Iglesias e o Botafogo está em busca de um novo investidor. Recentemente, a GDA Luma se firmou como a principal candidata para aportar meio bilhão de reais no Glorioso, mas as negociações ainda estão em andamento.
Opinião: Textor aumenta tensão em momento delicado
Ao reafirmar publicamente que segue dono de 90% das ações e acusar o clube social de traição, Textor pressiona os envolvidos e expõe ainda mais a crise política nos bastidores. O cenário preocupa, já que a instabilidade administrativa pode afetar diretamente o planejamento esportivo e a busca por novos investimentos.
