A vitória do Fluminense sobre o Santos no final de semana por 3 a 2 deixou lições importantes para o técnico Luis Zubeldía. Além do resultado ter ajudado a afastar qualquer tipo de crise, foi importante para consolidar uma nova opção de escalação.
No triunfo na Vila Belmiro, o Flu perdia por 2 a 1 quando Rodrigo Castillo empatou a partida após cruzamento preciso de Guga, que pede passagem no time titular de Zubeldía.
Por sua vez, John Kennedy entrou e, mesmo gripado, garantiu a virada na Baixada Santista após nova assistência de Guga, subindo na lista de maiores artilheiros do Tricolor revelados em Xerém.
Qual seu ataque ideal para o Flu?
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Dupla de centroavantes surge como opção tática para Zubeldía
Uma formação com dois atacantes não é novidade no Fluminense de Zubeldía. Em outras partidas recentes, o treinador testou este esquema. No empate diante do Coritiba, Germán Cano atuou ao lado dos outros centroavantes e a mudança gerou o empate no Couto Pereira.
Não é segredo que Zubeldía é adepto de um 4-3-3 mais conservador, com dois volantes, um meia armador e dois pontas, além do centroavante na referência. Mas ter essa variação tática pode mudar cenários em jogos mais amarrados, visto que dá maior presença de área.
Além da mudança de cenário, jogar com dois atacantes na referência pode ajudar a suprir a ausência de Lucho Acosta. Sem um camisa 10 de ofício, uma dupla de centroavantes é uma alternativa, ainda mais que Ganso, substituto natural do argentino, não tem conseguido fazer boas partidas.
Opinião: variação ofensiva dá novo fôlego ao Fluminense
Acreditamos que insistir apenas no modelo preferido de um treinador pode limitar um time que claramente tem outras soluções no elenco. Contra o Santos, por exemplo, a presença de dois centroavantes mudou o jogo e evidenciou uma alternativa concreta para partidas travadas. Agora, cabe a Zubeldía entender que flexibilidade tática não é exceção, mas sim uma necessidade.
