O Vitória voltou a atuar no Barradão tentando manter a sequência positiva, mas acabou ficando no empate sem gols com o Corinthians, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. Apesar do apoio da torcida, o time não conseguiu transformar o controle do jogo em resultado e viu a série de vitórias em casa ser interrompida.

A partida chamou atenção pelo baixo nível de efetividade ofensiva. Foram pouquíssimas chances claras durante os 90 minutos, com apenas uma finalização no alvo registrada justamente da equipe baiana. O dado acabou marcando negativamente o confronto como um dos menos produtivos da competição até aqui.

Após o apito final, o técnico Jair Ventura analisou o desempenho e valorizou a postura do time, mesmo reconhecendo as dificuldades no último terço do campo. Segundo o treinador, houve evolução coletiva, especialmente na forma de controlar a posse e ditar o ritmo do jogo.

O que faltou ao Vitória para vencer?

O que faltou ao Vitória para vencer?

Mais eficiência no ataque
Melhor decisão nas chances
Nada, o empate foi justo

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Vitória cresce com a bola, mas ainda peca na finalização

“Infelizmente não conseguimos quebrar o tabu, já são dez anos sem vencer os caras aqui. É o quarto time em posse de bola, dificilmente uma equipe vai ter mais a posse que o time de Diniz. Não sou um cara apaixonado pela posse, acho que tem que servir para criar oportunidades. Tivemos a estratégia de tirar o conforto do Diniz, de encher a paralela e ter mais a posse. Não foi um jogo vistoso em termos de chances claras, mas em parte de organização, criação no primeiro terço, vejo a gente em uma crescente muito boa”, iniciou Jair Ventura.

“Éramos muito cobrados por dar chutão, e hoje saímos curto. Corremos alguns riscos, mas tivemos mais a bola por isso. O Corinthians teve muita dificuldade de nos pressionar. Chegamos a ter 83% de posse na primeira etapa. Só tivemos um chute no gol, eles não tiveram nenhum. Mas tivemos a chance do Martínez, do Ronald, que não aproveitamos. Do Renê, que podia tocar e acaba chutando. Foi bonito, inclusive, o chute do Zé. Mas vemos a equipe em uma crescente”, disse o técnico.

Jair Ventura tecnico do Vitoria durante partida contra o Corinthians no estadio Barradao pelo campeonato Brasileiro A 2026. Foto: Marcio Jose/AGIF

Ainda em sua avaliação, o comandante destacou o desempenho recente dentro de casa, ressaltando a consistência apresentada pelo elenco nas últimas partidas, conforme repercutido após a coletiva.

“Fechamos quatro jogos em casa com três vitórias e um empate. Queríamos ter ganhado hoje, mas sabemos da força do outro lado. Uma equipe que nos venceu no ano passado, um jogo muito equilibrado. Valorizar a performance de hoje. Não teve resultado, mas a equipe foi consistente. A palavra é essa, a equipe está ficando mais consistente. O calcanhar de Aquiles é levar isso para fora do Barradão. Ter essa coragem e confiança de jogar, mas gostei muito do que vi, principalmente no primeiro tempo. Fizemos muito bem o nosso tripé com encaixe.”

Opinião: evolução existe, mas falta agressividade

O desempenho do Vitória evidencia um avanço claro na organização e na forma de competir, especialmente contra um adversário conhecido por valorizar a posse. No entanto, a dificuldade em transformar domínio em chances reais ainda limita o potencial da equipe.

Se quiser dar um salto na tabela, o time precisa ser mais incisivo no ataque. A consistência defensiva e o controle de jogo são importantes, mas sem agressividade na área adversária, o risco de novos empates mesmo em jogos controlados continua alto.