O futuro de Franclim Carvalho entrou em pauta nos bastidores do Botafogo. De acordo com informações do jornalista Bernardo Gentile, do canal Arena Alvinegra, algumas correntes do clube social defendem a saída do técnico português durante a pausa para a Copa do Mundo.
O treinador está há dois meses no cargo e soma 16 jogos pelo Glorioso, com oito vitórias, cinco empates e três derrotas — a mais recente para o Bahia no último sábado (30). Nesse período, o Botafogo avançou na Copa Sul-Americana, mas foi eliminado da Copa do Brasil e, no momento, ocupa a 12ª colocação no Campeonato Brasileiro, com 22 pontos conquistados.
Apesar da pressão de uma ala do social, a atual diretoria avalia positivamente o trabalho de Franclim. De acordo com Bernardo Gentile, o entendimento interno é de que o português tem boa liderança de vestiário, bom trabalho em treinos e ainda se encaixa no projeto esportivo pensado para o Botafogo.
Você manteria Franclim Carvalho no comando do Botafogo?
Você manteria Franclim Carvalho no comando do Botafogo?
16 fãs já votaram
Futuro de Franclim Carvalho no Glorioso é debatido internamente
Nos bastidores, a discussão ganha força muito por conta da pausa da Copa, vista internamente como um período importante para eventuais mudanças. A lógica apresentada é simples: se o clube decidir trocar o comando, o momento seria agora, e não depois de bancar o técnico e mudar a rota poucos jogos depois.
Mesmo assim, a avaliação do departamento de futebol não aponta para uma demissão imediata. Segundo o jornalista, caso a decisão dependesse apenas da área esportiva do Botafogo, Franclim não seria demitido neste momento.
O ponto de incerteza está no peso político de correntes ligadas ao clube social. Gentile afirmou que existe uma ala defendendo mudança após a assinatura com a GDA, mas ainda não está claro até onde esse grupo pode influenciar João Paulo Magalhães Lins, Eduardo Iglesias ou o departamento de futebol.
Opinião: Botafogo precisa evitar decisão política no comando
O Botafogo pode e deve avaliar o trabalho de Franclim Carvalho, especialmente por falhas já percebidas em campo. Porém, trocar o técnico por pressão política, sem consenso esportivo, seria um risco. Se a direção entende que ele se encaixa no projeto e ainda tem o grupo nas mãos, a decisão precisa ser tomada com critério.
