O anúncio de Gerson como novo reforço do Cruzeiro trouxe reflexos positivos também para o Fluminense. Revelado em Xerém, o meio-campista segue rendendo valores importantes ao clube formador sempre que troca de equipe no exterior. Nesta negociação mais recente, o Tricolor garante mais alguns milhões de reais graças ao mecanismo de solidariedade da Fifa.
Formado desde muito cedo nas categorias de base, Gerson chegou ao Tricolor ainda criança e percorreu todas as etapas até se firmar no time profissional. A valorização precoce fez com que o clube carioca se mantivesse como beneficiário em cada transferência internacional ao longo da carreira do jogador.
Xerém como ativo financeiro e esportivo
A primeira grande negociação ocorreu quando o atleta despertou o interesse da Roma. Mesmo sem deter a totalidade dos direitos econômicos, o Fluminense assegurou uma quantia expressiva naquela venda inicial.
Desde então, cada nova movimentação de Gerson no mercado internacional manteve o clube no fluxo de receitas, sempre amparado pelas normas da Fifa que protegem os formadores.
O ciclo se repetiu em passagens por Flamengo, Olympique de Marseille, retorno ao futebol brasileiro, ida ao Zenit e, agora, na transferência para o Cruzeiro. Ao longo desse trajeto, o Tricolor acumulou valores que, corrigidos pela inflação, se aproximam da casa dos R$ 109 milhões, reforçando a importância estratégica da base para a saúde financeira do clube.
Opinião da redação do Antenados no Futebol
O caso de Gerson ilustra como o investimento contínuo na formação pode gerar retorno a longo prazo. O Fluminense soube aproveitar os mecanismos existentes no futebol internacional e transformou um talento revelado em Xerém em uma fonte recorrente de recursos.
Em um cenário de finanças cada vez mais pressionadas, esse modelo se mostra não apenas sustentável, mas necessário para clubes que apostam na base como pilar de gestão.
